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Correio da Manhã

Economia
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Fosun negoceia a compra do Novo Banco

Norte-americanos da Apollo são a terceira alternativa.
1 de Setembro de 2015 às 17:32
As instituições financeiras não foram consultadas sequer sobre um eventual preço de venda do Novo Banco
As instituições financeiras não foram consultadas sequer sobre um eventual preço de venda do Novo Banco FOTO: Vítor Mota

O Banco de Portugal está a negociar com os chineses da Fosun a venda do Novo Banco, depois de fracassadas as negociações com os também chinenses da Anbang, segundo informação avançada pelo Jornal de Negócios.  


O conglomerado chinês, que já controla a Fidelidade, foi um dos três candidatos que apresentou uma proposta vinculativa para a compra do Novo Banco. Os norte-americanos da Apollo são a terceira hipótese que a instituição liderada por Carlos Costa irá considerar. 

Fosun avança depois de falhado o negócio com a Anbang

O Banco de Portugal anunciou esta terça-feira que terminou sem acordo o período de negociação com o potencial comprador do Novo Banco.

"Por não ter sido alcançado um acordo, o Banco de Portugal decidiu hoje terminar aquelas negociações e convidar para negociações, no âmbito da Fase IV, o potencial comprador que apresentou, na fase anterior, a proposta qualificada em segundo lugar", informou hoje o supervisor.

O Banco de Portugal explica que há ainda uma terceira proposta em cima da mesa, sem nunca mencionar os nomes dos candidatos à compra do Novo Banco. A imprensa tem noticiado que era a seguradora chinesa Anbang que estava a negociar em exclusivo com o Banco de Portugal nesta quarta fase do processo de venda do Novo Banco.


Lesados dizem que fim da negociação foi "1.ª medida sensata" do BdP

A Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) classificou o fim da negociação com a Anbang para a venda do Novo Banco como "a primeira medida sensata" do Banco de Portugal desde a resolução do BES.

"Esta é a primeira vez desde a resolução [do Banco Espírito Santo a 03 de agosto de 2014] que o Banco de Portugal [BdP] toma uma medida sensata", disse à agência Lusa o diretor da área de Lisboa da AIEPC, Nuno Lopes Pereira, depois de o supervisor ter hoje anunciado que terminou sem acordo o período de negociação com o potencial comprador do Novo Banco.

Nuno Lopes Pereira afirmou que os valores propostos pela chinesa Anbang, apontada como a potencial compradora do Novo Banco, eram de tal forma baixos que seriam um "suicídio" para Portugal, para o banco, para todos os bancos que estão "reféns" do fundo de resolução e para os contribuintes, através da Caixa Geral de Depósitos.

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