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Obama defende que Acordo de Paris ainda pode unir países contra alterações climáticas

Ex-presidente dos EUA diz que é possível resolver um problema que transcende fronteiras.

06 de julho de 2018 às 16:22

O ex-Presidente dos EUA Barack Obama defendeu esta sexta-feira que, com o Acordo de Paris, ainda é possível juntar os países em torno de uma agenda comum contra as alterações climáticas e resolver um problema que transcende fronteiras.

"O que vemos é que com o Acordo de Paris (...) ainda é possível ter os países em torno de uma agenda comum", destacou o 44.º Presidente dos Estados Unidos da América, que assumiu o combate às alterações climáticas como uma prioridade para os seus mandatos, entre 2009 e 2017.

Obama falava durante a cimeira "Climate Change Leadership", esta sexta-feira no Porto, destinada a debater as alterações climáticas e a lançar um acordo de compromisso por uma economia mais verde e sustentável.

Para o ex-Presidente dos EUA, "o problema das alterações climáticas transcende fronteiras", e "não vamos resolver este problema sozinhos".

Questionado sobre o futuro do Acordo de Paris, lamentou que o seu sucessor tivesse uma posição diferente da sua quanto a alterações climáticas, mas disse acreditar que, no futuro, os EUA vão voltar a alinhar com a ciência.

"A má notícia é que o meu sucessor não concordou comigo. (...) A boa notícia é que outros esforços foram surgindo na economia e as empresas foram percebendo as vantagens de investir em energia limpa", assinalou.

Num discurso após a assinatura do Acordo de Paris, em dezembro de 2015, Obama defendeu que "nenhuma nação consegue resolver este problema sozinha" e que esta seria a "melhor hipótese de salvar o único planeta que temos".

"Este acordo envia uma mensagem poderosa, que o mundo está totalmente comprometido com um futuro de baixo carbono e que tem potencial para promover investimento e inovação em energia limpa", afirmou então nos EUA. 

O ex-presidente dos EUA disse ainda que não há "muros altos o suficiente" para conter pessoas com fome, admitindo existir uma correlação entre as alterações climáticas e a migração de populações.

"Podemos ter a certeza que vamos ter movimentações em massa de pessoas em todo o mundo" como consequência das alterações climáticas que são um fator de risco para o "aumento dos conflitos", destacou o 44.º Presidente dos Estados Unidos da América durante a cimeira Climate Change Leadership, esta sexta-feira no Porto.

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