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Recuperação da Caixa exige sacrifícios que se justificam, diz Marcelo

Presidente da República foi questionado sobre o novo aumento de comissões cobradas pela CGD.
Lusa 1 de Fevereiro de 2018 às 18:38
Caixa Geral de Depósitos
CGD vai vender um dos dois bancos que tem em Cabo Verde
Caixa Geral de Depósitos
CGD vai vender um dos dois bancos que tem em Cabo Verde
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CGD vai vender um dos dois bancos que tem em Cabo Verde

O Presidente da República considerou esta quinta-feira, questionado sobre o novo aumento de comissões cobradas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), que a recuperação do banco público "exige sacrifícios" que "se justificam, em geral".

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas à margem da visita a uma associação, em Lisboa, não se pronunciou especificamente sobre a questão do aumento das comissões de manutenção de conta.

"Eu não me pronuncio sobre questões concretas, vejo só o panorama global", frisou.

O chefe de Estado referiu que "faz agora um ano, precisamente, que iniciou funções a nova administração da CGD, presidida por Paulo Macedo, "numa situação muito difícil".

No seu entender, este "tem sido um processo que tem corrido bem, mas é um processo de recuperação difícil, e que exige sacrifícios de vária natureza: sacrifícios aos contribuintes, em primeiro lugar, sacrifícios àqueles que, de uma forma ou de outra, têm uma ligação com essa instituição".

O Presidente da República argumentou que "a alternativa era ou deixar morrer a Caixa, o que era péssimo para a economia e para o país, ou fazer um esforço coletivo, partilhado por muitos" para que o banco público tivesse futuro.

"Portanto, no dia a dia, há desses sacrifícios, e ao longo deste ano, para não falar no período anterior, que se justificam, em geral", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que foi feita uma escolha de modelo para a CGD, optando-se por um banco nacional, público e forte.

"Essa escolha está feita, o caminho tem de ser seguido. É um caminho com dificuldades, é. É um caminho que tem custos, tem. Mas é um caminho que é importante para a economia portuguesa", defendeu.

Segundo o Presidente, num primeiro momento, conseguiu-se garantir "a sobrevivência da instituição", e agora é preciso assegurar "o crescimento, a consolidação e o peso que é muito importante para a economia portuguesa".

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