Exposição solar desaconselhada entre as 11h00 e as 16h00.
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Promove a produção de vitamina D, alavanca o bem-estar e, num ‘país à beira-mar plantado’, faz-se notar uma média de 300 dias por ano. Mas durante os meses de verão - quando a exposição solar é mais intensa e o corpo tende a andar a descoberto - "um bom princípio é manter um horário de precaução".
"De forma mais ou menos conservadora, conforme o doente em avaliação, entre as 11h00 e as 16h00 será sempre prudente algum resguardo", recomenda a dermatologista Maria João Paiva Lopes, que avança com um prognóstico à medida de cada padrão de exposição.
Um utilizador "mais crónico" - como trabalhadores ao ar livre ou rurais - "tem um maior risco de cancro de pele não melanoma. Uma pessoa com um padrão de exposição intermitente, de curta duração e muito intenso, nomeadamente se lhe provocar queimaduras, vai ter maior risco de melanoma maligno", acrescenta a especialista. Este é o cancro da pele com o pior prognóstico e regista cerca de mil novos casos por ano.
Na ‘trouxa’ da praia reserve espaço para o protetor solar e garanta que o aumento do bronzeado não o relega ao esquecimento. "É claro que esta atitude de relaxamento ao longo da época estival não se recomenda", afirma a dermatologista. Ao sol somam-se outras substâncias irritantes, como a água da piscina ou do mar. No final do dia, opte por apaziguar a pele com um duche rápido com um produto adequado, não agressivo ou demasiadamente detergente.
Depois, aplique um creme hidratante em todo o corpo. "Embora estes cuidados ajudem a pele a recuperar a sua integridade, não diminuem o risco de exposição à radiação ultravioleta", alerta a especialista. A aplicação de protetor solar deverá ser diária, metódica e cuidada, de forma a prevenir queimaduras parciais em que se tornam manifestas áreas desprotegidas.
Maria João Paiva Lopes nota que a taxa de proteção do produto é "avaliada em laboratório para uma determinada dose por centímetro quadrado de pele", pelo que o "espalhamento excessivo" revelar-se-á contraproducente.
Portugueses estão mais conscientes
Portugueses estão mais conscientesA dermatologista ouvida pelo CM reconhece que os portugueses estão "cada vez mais cientes da necessidade de fazer a vigilância das alterações da pele".
Pele clara com risco elevado
Se houver possibilidade, deixe-o entregue à família. Acharia preferível", aconselha a especialista. O risco de exposição solar agrava-se associado a patologias fotoagravadas, imunossupressoras, em que o potencial oncológico cresce.
E "todas as modificações devem ser investigadas", clarifica a dermatologista, para quem o autodiagnóstico poderá negligenciar alterações merecedoras de atenção. Quando nota o aparecimento de novos sinais ou a existência de qualquer modificação num sinal prévio, "seja em que sentido for", deverá submeter-se a um olhar especializado, frisa Maria João Paiva Lopes.
Atente que a gravidade da lesão não é mensurável apenas através de fatores como o escurecimento ou aumento do sinal.
"Aplico dois cremes diários", diz Pimpinha Jardim
Atenta à sua imagem, Pimpinha Jardim revela que tem vários cuidados diários com a pele. "Como estou maquilhada quase todos os dias, tenho sempre o cuidado de me desmaquilhar muito bem. Aplico dois cremes diários, um de manhã e outro à noite", descreve ao CM
A apresentadora da TVI explica que nunca recorreu a nenhum tratamento estético e que tenta manter o cuidado com a alimentação. "Não fiz nenhum tratamento ao rosto, ainda. Se calhar devia fazer. Trabalho muito com a minha imagem, por isso também tenho mais cuidados. Em relação à alimentação, gostava de dizer que não cometo excessos mas nem sempre é possível. Bebo muita água", destacou.
Aos 34 anos, Pimpinha diz que é uma grande apreciadora da exposição solar. "Gosto de apanhar sol, mas não corro riscos. Protejo-me sempre com o protetor solar, tal como aos meus filhos. Tenho mais atenção ao rosto, sem dúvida", completou.
Beber água não substitui creme
Medicamentos sensíveis ao sol
PORMENORES
Previna-se antes do verão
Maria João Paiva Lopes afirma que a pele deve ser examinada antes do início da época balnear, pois "é mais fácil distinguir entre as lesões com ou sem fatores de risco antes de estar bronzeada."
Exposição terapêutica
Algumas doenças recomendam a exposição ultravioleta, de forma natural, ou em fototerapia, em ambiente hospitalar.
12 mil casos de cancro
Portugal tem 12 mil casos de cancro de pele por ano. A incidência tem vindo a aumentar nos últimos anos.
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