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Semáforos entre o Marquês e Entrecampos vão abrir para autocarros atrasados

A medida foi esta quinta-feira apresentada oficialmente aos jornalistas.
Lusa 1 de Fevereiro de 2018 às 17:26
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal
Carris passou há um ano para a gestão municipal

Os semáforos entre o Marquês de Pombal e Entrecampos, em Lisboa, estão inseridos num projeto-piloto desenvolvido pela Carris, há um ano na esfera municipal, e irão abrir quando os sensores registarem a passagem de um autocarro que circule atrasado.

A medida foi hoje apresentada oficialmente aos jornalistas, numa viagem que juntou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (PS), Fernando Medina, os vereadores da Mobilidade (Miguel Gaspar), das Finanças (João Paulo Saraiva) e dos Direitos Sociais (Ricardo Robles - BE) e a administração da Carris.

O trajeto, realizado no dia em que se comemora um ano da passagem da Carris para a gestão municipal, pretendeu demonstrar a semaforização prioritária para os autocarros, que "começará a funcionar em breve no eixo central", permitindo aos autocarros desbloquear os sinais vermelhos no trânsito.

Nesta fase, a medida está a ser implementada nas carreiras 783 (entre as Amoreiras e Prior Velho) e 736 (entre Cais do Sodré e Odivelas).

Segundo Fernando Medina, esta medida irá permitir poupanças de até quatro minutos, num trajeto cujo tempo estimado é de cerca de 15.

Hoje foi também assinado o processo de aquisição de 165 novos autocarros movidos a gás natural comprimido, 100 dos quais deverão estar nas ruas até ao final do ano. A estes juntar-se-ão veículos elétricos, que deverão chegar no primeiro trimestre de 2019, para renovar e ampliar a frota atual.

Medina explicou que "os contratos hoje são cerca de 25% da frota total de autocarros" que a Carris possui atualmente, sendo que desde 2010 que a "empresa não adquiria nenhum autocarro".

Na apresentação foi referido que entre 2011 e 2016 a empresa perdeu 100 veículos, 607 trabalhadores e 25% dos passageiros. Para contrariar as perdas já foram contratados 126 funcionários, aos quais se devem juntar mais 250 ainda este ano.

Para 2018, a empresa espera adquirir mais 30 elétricos e 250 autocarros - 15 dos quais elétricos.

Também para este ano estão previstos novos corredores BUS de alto desempenho e o alargamento da semaforização prioritária, bem como a ação de fiscalização preventiva destas faixas.

"Antes do tempo, antes do que nós esperávamos, a Carris começou a ganhar passageiros", afirmou Medina na sua intervenção, advogando que a rodoviária "está a servir melhor a cidade".

Para o presidente "não há melhor forma" de celebrar o primeiro ano do "regresso da Carris à Câmara Municipal de Lisboa do que esta: a Carris inverteu o seu ciclo de declínio, está a transportar mais passageiros".

Durante a cerimónia, Medina anunciou que, num ano, a empresa efetuou "mais 1,3 milhões" de viagens e, no último trimestre, cresceu a "uma taxa de 4,3%" face a igual período de 2016.

"Se mantivermos este ritmo até ao final do ano, estaremos a falar de um crescimento de passageiros de transporte público na Carris entre os cinco a seis milhões de passageiros a mais do que aqueles que tínhamos no ano de 2017", elencou, considerando que número "é impressionante" e com "significado profundo".

Na opinião do presidente da Câmara, estes números simbolizam também "o sucesso de uma viragem de orientação política" e mostram que "era possível, e é possível, fazer diferente", depois de a concessão da empresa a privados ter estado em cima da mesa pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.

Também na sessão, o presidente da Carris, Tiago Farias, vincou que o objetivo é, nos "próximos quatro anos, reequipar a empresa e alargar a dimensão da sua frota para os números que tinha há cinco anos, isto é, passar dos 600 autocarros para mais de 700".

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