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Universidade do Porto cancela receção aos novos estudantes prevista para quarta-feira devido aos incêndios

Proteção Civil estima que arderam pelo menos 10 mil hectares na Área Metropolitana do Porto e na região de Aveiro.

17 de setembro de 2024 às 17:43

A sessão de receção aos novos estudantes da Universidade do Porto, prevista para quarta-feira, foi cancelada, por respeito às vítimas dos incêndios que lavram por todo o país e, também, por razões de saúde, foi esta terça-feira anunciado.

Em comunicado, aquela universidade refere que o cancelamento foi determinado pelo reitor, António de Sousa Pereira.

"Cancelamos esta festa que tem muito significado para nós, comunidade académica do Porto, por duas ordens de razões. A primeira é em sinal de respeito e solidariedade para com as pessoas que, do litoral ao interior, estão a sofrer com as agruras dos incêndios. A segunda é por razões médicas, uma vez que a cidade está cheia de fumo e de fagulhas que são um perigo para a saúde pública", diz o reitor, que é professor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.

A sessão estava marcada para a tarde de quarta-feira, no Jardim da Cordoaria, junto à Reitoria.

A cidade do Porto está esta terça-feira coberta pelo fumo dos incêndios florestais que lavram na Área Metropolitana do Porto.

Pelo menos sete pessoas morreram e 40 ficaram feridas, duas com gravidade, nos incêndios que atingem desde domingo a região norte e centro do país, como Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, distrito de Aveiro, destruíram dezenas de casas e obrigaram a cortar estradas e autoestradas, como a A1, A25 e A13.

As mais recentes vítimas são três bombeiros que morreram esta terça-feira num acidente quando se deslocavam para um incêndio em Tábua, distrito de Coimbra.

A Proteção Civil estima que arderam pelo menos 10 mil hectares na Área Metropolitana do Porto e na região de Aveiro.

O Governo alargou até quinta-feira a situação de alerta devido ao risco de incêndios, face às previsões meteorológicas, e anunciou a criação de uma equipa multidisciplinar para lidar com as consequências dos fogos dos últimos dias, coordenada pelo ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que teve esta terça-feira a sua primeira reunião em Aveiro.

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