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Bloqueio de Ormuz revolta aliados dos EUA

"Sinto-me muito frustrada e irritada", confessa a ministra da Finanças britânica.

15 de abril de 2026 às 01:30

“Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os EUA terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que estavam a tentar alcançar. E, como resultado, o Estreito de Ormuz está agora bloqueado”. Quem o afirma é Rachel Reeves, ministra das Finanças do Reino Unido, citada pelo jornal britânico Mirror. Um sentimento que traduz a preocupação crescente da comunidade internacional, sobretudo no que concerne ao bloqueio imposto por Donald Trump no estreito de Ormuz.

Coreia do Sul, China, França, Itália, Reino Unido, Rússia e Arábia Saudita são alguns dos países, muitos deles aliados dos EUA, que exigem a suspensão imediata do bloqueio, numa altura em que a crise energética se agudiza, bem como a escassez de fertilizantes, fundamentais para a agricultura, ameaçando as colheitas, o que seria dramático em algumas zonas do globo, nomeadamente em África. Pedem, por isso, que sejam retomadas as negociações entre os EUA e o Irão que conduzam a um rápido acordo de paz, por forma a normalizar a situação do Golfo Pérsico e permitir o regresso da navegação ao estreito de Ormuz.

De acordo com as últimas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano, “os preços do petróleo devem aumentar 21,4% devido às interrupções na produção e no transporte no Médio Oriente, o que corresponde a um índice médio de preços do petróleo de 82 dólares por barril”. Os preços do gás natural serão ainda mais afetados, adverte o FMI. Previsões que podem agravar-se, caso a situação no estreito de Ormuz se mantenha por mais tempo.

Daí que estejam a ser tomadas várias iniciativas para resolver o problema criado pela guerra no Médio Oriente. Uma das mais está marcada para sexta-feira, dia em que o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vão copresidir a uma videoconferência, a partir de Paris, com “países não beligerantes dispostos a contribuir” para “uma missão multilateral e puramente defensiva” no estreito. Os moldes da operação não foram revelados, mas o objetivo é simples:restabelecer a liberdade de navegação no estreito “quando as condições de segurança o permitirem”.

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