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Países voluntários vão discutir missão defensiva em Ormuz na sexta-feira

Videoconferência será presidida pelo presidente francês e pelo primeiro-ministro britânico.

Atualizado a 14 de abril de 2026 às 12:00

O Presidente francês e o primeiro-ministro britânico vão presidir na sexta-feira, a partir de Paris, a uma videoconferência de países para organizar uma missão defensiva no estreito de Ormuz, anunciou esta terça-feira a presidência francesa.

A missão destina-se "a restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz quando as condições de segurança o permitirem", precisou a presidência, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Na reunião presidida por Emmanuel Macron e Keir Starmer vão participar "países não-beligerantes prontos a contribuir" para "uma missão multilateral e puramente defensiva", de contornos ainda por definir e distinta dos esforços dos Estados Unidos.

Um porta-voz do gabinete de Starmer confirmou a realização da cimeira para avançar "em direção a um plano multinacional, coordenado e independente para preservar o transporte marítimo internacional quando o conflito terminar".

Até ao momento, Paris e Londres não referiram o número de participantes na reunião, cuja organização foi anunciada na segunda-feira por Macron.

O Irão bloqueou 'de facto' a estreita passagem marítima do golfo Pérsico, crucial para o transporte de petróleo, em resposta à guerra contra o país declarada em 28 fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.

Depois do anúncio de uma trégua e o subsequente fracasso das conversações com Teerão no fim de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um bloqueio naval aos portos iranianos, que entrou em vigor desde segunda-feira.

Em março, Macron tinha lançado a ideia de uma futura missão para acompanhar a reabertura do estreito, assim que a guerra terminasse.

A França e o Reino Unido disseram que já iniciaram os trabalhos de planeamento com os países voluntários.

"São já várias dezenas de países que participaram nos trabalhos preparatórios conduzidos, nomeadamente, pelos chefes de Estado-Maior para definir o que seria o quadro de uma tal missão", disse o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noel Barrot.

"Trata-se de coordenar com os países ribeirinhos", afirmou Barrot à Radio France Internationale.

Além de mais de quatro mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra contra o regime iraniano provocou uma subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais e o receio de um crise inflacionária global.

Publicada originalmente a 14 de abril de 2026 às 11:30

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