Arquivo Sonoro avança após espera de 10 anos

Governo e Câmara de Lisboa estão à procura do melhor local para acolher o equipamento.

01 de janeiro de 2017 às 20:45
Isabel Pires de Lima, Bruce Bastin Foto: Direitos Reservados
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O futuro Arquivo Sonoro Nacional, cujo projeto já se encontra em fase adiantada, deverá ficar instalado na zona do hub criativo e empreendedor de Lisboa, que deverá nascer nos próximos anos no Beato. Ao CM, fonte oficial da câmara municipal da capital confirmou que a autarquia e o Governo estão "à procura do melhor e mais condigno local na zona oriental da cidade para instalar" este equipamento.

A decisão de criar um Arquivo Sonoro Nacional remonta a 2007 quando o Estado acordou comprar o espólio fonográfico português ao colecionador britânico Bruce Bastin. Este foi adquirido em 2009, por 910 mil euros, e reunia oito mil discos, sobretudo de fado, com o mais antigo a ser de 1904.

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Entre os milhares de álbuns a 78 rotações estão vozes das lendárias Júlia Florista, Júlia Mendes, Alfredo Marceneiro, Maria Alice, Maria Silva ou Maria do Carmo Torres. Além destes registos, a ideia é reunir no mesmo espaço "os documentos sonoros que façam parte do património cultural português, de forma a tornar-se mais acessível tanto a investigadores e entidades públicas ou privadas como ao público em geral", pode ler-se numa resolução aprovada pela Assembleia da República em 2013.

Para avançar com este projeto, o anterior Governo criou um grupo de trabalho constituído por uma dezena de organismos, de forma a "assegurar a apresentação de uma proposta que contribua para a salvaguarda e promoção do património sonoro existente".

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