Atores de "Stranger Things", "Hacks" e "Big Mistakes" pedem mais histórias LGBT+

Numa cerimónia que antecipou o início do Mês do Orgulho LGBTQ+ e decorreu no hotel Four Seasons, várias vozes salientaram não só o sucesso de histórias abertamente 'queer' como o seu impacto na audiência.

30 de maio de 2026 às 14:12
Atores de "Stranger Things", "Hacks" e "Big Mistakes" pedem mais histórias LGBT+ Foto: Getty Images
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Vários atores distinguidos esta sexta-feira com prémios da Critics Choice Association, pelo trabalho em séries como "Stranger Things" e "Hacks", pediram maior investimento na criação de histórias e personagens LGBTQ+, defendendo a importância da representação e diversidade.

"Precisamos que mais dinheiro seja investido em vozes 'queer'", disse o ator Dan Levy, que recebeu o prémio Vanguarda pelo seu papel na nova série Netflix "Big Mistakes", durante a 3.ª Celebração do Cinema e Televisão LGBTQ+ que decorreu em Los Angeles.

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"Precisamos de ser vistos como recursos valiosos e não como anomalias", afirmou o ator, que ficou conhecido com a série "Schitt's Creek". "Toda a gente nesta sala está aqui por ter desafiado alguma probabilidade e a minha esperança é que possamos chegar a um ponto nesta indústria em que as probabilidades estejam a nosso favor".

Também Noah Schnapp, que interpretou Will Byers em "Stranger Things", falou da importância da representação quando recebeu o prémio 'Breakthrough Performance' pela quinta e última temporada da série da Netflix.

"O que gostei mais na história do Will é que foi centrada na esperança e no amor, não apenas no medo e na dor", referiu o jovem ator, que se assumiu homossexual quando tinha 18 anos. "No seu âmago, 'Stranger Things' sempre foi sobre enfrentar a escuridão juntos", descreveu.

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"Para todos os jovens que ainda estão a navegar as suas identidades, se a jornada do Will vos permitir sentirem-se um bocadinho menos sozinhos, essa é a maior honra que posso conquistar", partilhou Schnapp.

Numa cerimónia que antecipou o início do Mês do Orgulho LGBTQ+ e decorreu no hotel Four Seasons, várias vozes salientaram não só o sucesso de histórias abertamente 'queer' como o seu impacto na audiência.

Foi o caso da atriz Hanna Einbinder, que interpretou Ava na série de comédia "Hacks", da HBO.

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"Sei em primeira mão o impacto que isto pode ter em pessoas jovens", disse, ao receber o prémio de Atuação em Comédia. "Sim, a representação 'queer' importa, mas mais ainda quando pessoas 'queer' podem criar histórias autênticas", considerou.

Einbinder, que contracenou com Jean Smart em "Hacks", disse ter orgulho do trabalho feito na série, onde ela foi uma de várias atrizes LGBTQ+. "A nossa série criou um lugar onde pessoas 'queer' podem rir e sentir-se vistas", afirmou.

Na 3.ª edição do evento, a Critics Choice Association deu a Jane Lynch a estatueta de Pioneira, celebrando o seu trabalho no concurso "Celebrity Weakest Link", e distinguiu Tig Notaro, Karim Diané, Gina Yashere e Kerrice Brooks com o prémio Elenco pela série "Star trek: Starfleet Academy".

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"Houve momentos em que duvidei de mim mesmo", contou o ator Karim Diané, falando sobre a avalanche de reações à sua entrada no universo Star Trek. Mas ao participar recentemente na sua primeira convenção de fãs, na Alemanha, Diané ouviu os testemunhos de quem se sentiu representado pela sua presença na série. "A representação não é política, não é uma tendência, é dizer às pessoas que elas pertencem", considerou.

A 3ª Celebração do Cinema e Televisão LGBTQ+ distinguiu ainda Paula Pell com o prémio 'Trailblazer', Brandon Scott Jones pelo papel secundário em "Ghosts", Jacob Tierney como 'Showrunner' por "Heated Rivalry" e Dearbhla Walsh como realizadora por "Margo's Got Money Troubles".

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