Beck fechou o primeiro festival de Verão

O norte-americano Beck encerrou com chave de ouro os três dias do Festival Ilha do Ermal 2005, numa noite em que também subiram ao palco os portugueses Da Weasel e The Gift. No entanto e apesar da qualidade, o cartaz do último dia não conseguiu agarrar mais público do que as jornadas anteriores.

28 de junho de 2005 às 00:00
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Depois de uma autêntica maratona, que incluiu um pouco de tudo, desde death metal a reggae, passando pela amálgama de sons e idiomas que compõem o visual alienígena dos Blasted Mechanism, foi a vez de Beck justificar a ânsia que o seu toque de génio provoca.

Entre variações moderadas e simultaneamente tradicionais, extraídas de contextos folck e rock e reinventadas com o seu cunho pessoal, Beck protagonizou o melhor momento da última noite, intitulada ‘Sunday fever’, mas nem assim conseguiu roubar adeptos às barraquinhas de comes e bebes, o único local realmente concorrido.

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Álvaro Covões, da ‘Música no Coração’, reconhece que o novo formato do festival que até aqui era ‘o mais hard do país’ é arriscado, pois implica uma mudança, mas garante que o primeiro balanço do evento é “positivo, em especial a aposta no reggae”, prevendo-se uma afluência “maior para o próximo ano”.

Para Joana Correia, de 22 anos, enfermeira, e Sofia Moura, de 25, educadora de infância, que no domingo regressavam a casa, nas Caldas a Rainha, “foi uma boa experiência e possibilitou o convívio entre pessoas com gostos e estilos de vida diferentes, mas faltaram o espírito e a cultura de festival, como o que existe, por exemplo, em Vilar de Mouros e que junta gerações”.

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