"Deixaram morrer os artistas de rua": Protesto passa pela baixa de Lisboa
Profissionais exigem medidas de apoio por parte do Governo.
Inspira... Expira... O ritmo e o som da respiração marcaram o passo dos doze artistas de rua que se uniram, este sábado, em protesto pelas ruas da Baixa lisboeta (Praça do Rossio, rua Augusta, Terreiro do Paço e Praça Camões), apelando à atenção do Governo. Os manifestantes usaram um fato branco completo, utilizado por profissionais de saúde no combate à Covid-19, e máscaras que cobriam o rosto na totalidade. Ao mesmo tempo ouviam-se as frases: "respirar livremente é perigoso", "sem máscaras, sem liberdade", "sem vacinas, sem futuro" e "a festa mata".
As palavras entoadas ao som de uma gravação intrigavam os populares que paravam para assistir ao protesto.
António Santos, conhecido como o Homem Estátua, organizou e liderou o movimento, que invadiu as principais ruas da capital. "Queremos mostrar que os artistas de rua existem. Tentámos passar uma mensagem forte com a nossa atuação. Houve medidas certas, mas outras muito erradas. Deixaram os artistas de rua morrer", lamentou o artista, que se mostrou disponível para colaborar com o Governo e instituições com o objetivo de encontrar soluções. "Basta olhar para qualquer país da União Europeia para verem como funciona a legislação para as artes."
Devido à Covid-19, o protesto durou cerca de duas horas, com limitação no número de participantes. Um grupo de oficiais da polícia acompanhou os manifestantes durante o percurso em protesto contra as medidas do Governo.
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