Diana Vilarinho leva as "inquietações" para o palco
Fadista apresenta pela primeira vez ao vivo o novo disco 'Uma Carta Escrita' dia 12 no Teatro da Trindade, em Lisboa.
Não é sobre o amor, mas sobre inquietações. Não é só sobre fado tradicional, mas sobre o fado nas suas abordagens atuais. Diana Vilarinho está de volta aos discos com 'Uma Carta Escrita' e o novo trabalho é apresentado pela primeira vez ao vivo, dia 12, no Teatro da Trindade, em Lisboa. "Este disco surgiu de uma vontade e necessidade muito grande de voltar a gravar", começa por dizer ao CM.
"Não queria fazer um disco exatamente igual ao primeiro que foi maioritariamente de fados tradicionais ou vindos de uma linguagem mais tradicional. Por isso convidei compositores contemporâneos que me trouxessem a sua linguagem, mantendo na mesma um espírito próximo ao tradicional", explica a fadista que agora, no novo registo, reúne composições de Sérgio Godinho, Joana Espadinha, Salvador Sobral e Mimi Froes, juntamente com poemas de autores como Alexandre O’Neill, Natália Correia ou Maria Teresa Horta.
Para ouvir, está um novo trabalho que versa sobre as preocupações, os desassossegos e as angústias dos tempos que vivemos. "Decidi que não queria gravar um disco sobre o amor. O que senti é que queria cantar sobre algumas inquietações que fui sentindo nos últimos anos, sobre a vida e o mundo e alguns pensamentos que ia tendo. Por isso, cada tema é uma espécie de carta ao futuro de pequenos desabafos de temáticas que me acompanham e que me inquietaram nos últimos anos".
Para o concerto de apresentação, no Teatro da Trindade, a fadista promete cantar os novos temas "da forma mais aproximada à da gravação" e assegura ainda: "As pessoas podem esperar uma celebração deste caminho que foi gravá-lo. Posso partilhar finalmente estas inquietações com as quais eu acho que muita gente vai identificar-se".
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