Escolhas e afetos em cena no Teatro da Trindade
Sandra Faleiro, Sara Matos, João Reis e Virgílio Castelo têm opiniões diferentes em cena.
Diogo Infante diz que viu a peça ‘Zoom’ em Nova Iorque, nos EUA, "há cerca de dez anos" e que desde logo quis trazê-la para Portugal. Agora, enquanto diretor artístico do Teatro da Trindade, em Lisboa, reuniu as condições – e o elenco – certas para levar à cena o texto com que Donald Margulies nos fala de responsabilidade social.
Em cena, conta-se a história de um casal de jornalistas de guerra que se questiona sobre a sua missão: será que vale a pena continuarem a sacrificar a vida pessoal para perseguir histórias de violência e injustiça? E se não forem os jornalistas a denunciarem estas histórias, quem o fará?
"Somos diariamente bombardeados por informação que nos aflige, que nos incomoda, sem que saibamos o que fazer com ela. Sentimo-nos culpados, mas temos de continuar a ir ao supermercado, a comprar o frango e o leite para o miúdo...", diz o encenador, que neste espetáculo dirigiu Sandra Faleiro, João Reis, Virgílio Castelo e Sara Matos.
"No fim, cada personagem toma a sua decisão e esse direito de opção é inalienável", acrescenta, lembrando que esta é, também, uma peça sobre afetos.
A ação, que dá saltos temporais, acompanha o percurso das personagens enquanto se casam, divorciam, têm filhos ou, pelo contrário, decidem não ter descendência.
"Aqui não há moral, não há fim. As personagens crescem, evoluem, e partem para outro cenário", conclui Diogo Infante.
O espetáculo estreia no dia 13 e fica em cena até 31 de março.
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