Estatuto prevê novo subsídio e novas taxas para os profissionais da Cultura
Após Conselho de Ministros, foram anunciadas novas medidas para combater precariedade do setor.
Um novo subsídio que abrange todos os profissionais da área da cultura (similar ao subsídio de desemprego) e alarga a proteção social a todas as eventualidades (suspensão de atividade, parentalidade, doença e doenças profissionais); novas taxas contributivas para desincentivar a celebração de contratos precários e combater os falsos recibos verdes, e um regime próprio de fiscalização são alguns dos pontos fortes do decreto-lei que cria o Estatuto dos Profissionais da Cultura e que esta quinta-feira foi aprovado, na generalidade, em Conselho de Ministros. O trabalhador passará a ter direito ao subsídio quando estiver um mês sem atividade, num valor mínimo de 438,81 euros e máximo de 1097 euros.
Em conferência de imprensa, no final do encontro, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, a ministra do Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, afirmou tratar-se de "um decreto-lei abrangente e que contribui para o desenvolvimento de boas condições de trabalho para o setor". Por seu lado, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, falou de "um dia particularmente importante".
O Estatuto, bem como o regime de proteção social, entra em vigor a 1 de janeiro de 2022, mas os profissionais da cultura só podem beneficiar do subsídio de suspensão da atividade cultural a partir de 1 de outubro do próximo ano.
Setor desconhecia documento final
O Estatuto foi aprovado sem o setor conhecer o texto final. O Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE) diz que foi "subitamente confrontado com a iminente apresentação". A Plateia - Associação de Profissionais das Artes Cénicas acusa o Governo de não "ter retomado contacto ou dado retorno". Já a Rede - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea considera a situação "muito bizarra".
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