Flávio Gil encarna bailarino perseguido por ser homossexual

Ator interpreta monólogo baseado em Valentim de Barros, que foi vítima da ditadura.

11 de janeiro de 2020 às 01:30
Flávio Gil interpreta um bailarino homossexual em ‘Mário - História de um Bailarino no Estado Novo’ Foto: Rui Olavo
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Cantar, dançar, representar. Tudo isto durante mais de uma hora, e totalmente sozinho. O desafio foi lançado a Flávio Gil pelo encenador Fernando Heitor, que preparava uma peça de teatro baseada na história verídica de Valentim de Barros, um bailarino homossexual que foi perseguido pelo Estado Novo, e o jovem ator aceitou prontamente.

A preparação foi muito cuidada e obrigou a uma investigação à época e aos testemunhos sobre o bailarino, que viveu internado no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, durante mais de 40 anos (desde 1940 até à sua morte, aos 69 anos, em 1986), por um único motivo: a homossexualidade assumida.

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As primeiras representações de ‘Mário - História de um Bailarino no Estado Novo’, no ano passado, em Lisboa, revelaram-se um sucesso - "não tínhamos expetativa nenhuma e fomos surpreendidos com casas esgotadas e críticas muito positivas", refere ao Correio da Manhã Flávio Gil. Por isso, é com naturalidade que o espetáculo regressa este mês à capital, mais precisamente ao cinema São Jorge, onde ficará em cena nos dias 14, 15, 21, 22, 27 e 28 deste mês, sempre às 19h00). O preço do bilhete é de 10 euros.

Depois, o objetivo é "partir, ao longo do ano, pelo País", em digressão.

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Para já, está agendada uma apresentação no Funchal, na ilha da Madeira, no próximo dia 3 de março.

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