Flávio Gil encarna bailarino perseguido por ser homossexual
Ator interpreta monólogo baseado em Valentim de Barros, que foi vítima da ditadura.
Cantar, dançar, representar. Tudo isto durante mais de uma hora, e totalmente sozinho. O desafio foi lançado a Flávio Gil pelo encenador Fernando Heitor, que preparava uma peça de teatro baseada na história verídica de Valentim de Barros, um bailarino homossexual que foi perseguido pelo Estado Novo, e o jovem ator aceitou prontamente.
A preparação foi muito cuidada e obrigou a uma investigação à época e aos testemunhos sobre o bailarino, que viveu internado no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, durante mais de 40 anos (desde 1940 até à sua morte, aos 69 anos, em 1986), por um único motivo: a homossexualidade assumida.
As primeiras representações de ‘Mário - História de um Bailarino no Estado Novo’, no ano passado, em Lisboa, revelaram-se um sucesso - "não tínhamos expetativa nenhuma e fomos surpreendidos com casas esgotadas e críticas muito positivas", refere ao Correio da Manhã Flávio Gil. Por isso, é com naturalidade que o espetáculo regressa este mês à capital, mais precisamente ao cinema São Jorge, onde ficará em cena nos dias 14, 15, 21, 22, 27 e 28 deste mês, sempre às 19h00). O preço do bilhete é de 10 euros.
Depois, o objetivo é "partir, ao longo do ano, pelo País", em digressão.
Para já, está agendada uma apresentação no Funchal, na ilha da Madeira, no próximo dia 3 de março.
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