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Peça de teatro sobre a reconciliação estreia na Amadora

É a quarta peça de Athol Fugard que José Peixoto encena para o Teatro dos Aloés.

19 de novembro de 2018 às 09:09

Segundo os dados da Câmara Municipal da Amadora, moram, naquela que é das cidades mais populosas do País, pessoas de 101 nacionalidades diferentes. Por isso, "falar de reconciliação é mais urgente do que nunca", diz José Peixoto, o encenador e diretor do Teatro dos Aloés.

A companhia sediada nos Recreios da Amadora estreia, depois de amanhã, ‘Tristezas e Alegrias’, do dramaturgo sul- –africano Athol Fugard, um homem que nunca deixou de lutar contra o Apartheid e que continua a escrever sobre as feridas deixadas a sangrar por aquele regime racista.

Nesta peça de 2001 (a quarta levada à cena pelos Aloés) conta-se a história de um homem dividido entre duas mulheres – uma negra, mas de quem teve uma filha; e uma branca, com quem casou e que assumiu perante a sociedade. Quando o homem descobre que estar a morrer, regressa ao país natal para fazer as pazes com o seu passado. Mas é tarde demais.

"Achei a peça muito bela e muito comovente", diz José Peixoto. "Foi escrita sob o impulso do lema lançado pelo Nelson Mandela para a África do Sul: perdão e reconciliação. Achei que era disso que estávamos a precisar neste momento, e consegui juntar o elenco certo para este espetáculo."

Jorge Silva é o homem dividido; Elsa Valentim e Laurinda Chiungue as mulheres da vida dele; Ana Valentim a jovem que odeia o pai, mesmo sem o conhecer. "Em palco, estas mulheres vão contar a sua versão da mesma história, expor os seus ressentimentos... até ao apaziguamento. É uma catarse", conclui o encenador.

Para ver até 2 de dezembro. Os bilhetes custam 10 euros.

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