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EUA em alerta por suspeitas de espionagem israelita

Secretas terão tentado obter informações sobre as negociações com o Irão. Pentágono elevou nível de ameaça para "crítico".

07 de junho de 2026 às 12:29

O alarme soou no Pentágono – sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Há suspeitas de que os serviços secretos israelitas tenham tentado espiar altos responsáveis norte-americanos, com o objetivo de recolher informação sobre o andamento das negociações entre os EUA e o Irão.

Entre os responsáveis alegadamente alvo de escutas telefónicas e de invasão de telemóveis estão Steve Witkoff, o principal negociador de paz da Casa Branca, e Elbridge A. Colby, subsecretário da Defesa para Assuntos Políticos dos EUA. Face a estas suspeitas, o Pentágono elevou para “crítico” o nível de alerta de contraespionagem em relação a Israel, escreve a Al Jazeera, tendo por base informações recolhidas pela imprensa americana.

A revelação foi avançada este fim de semana pelo canal televisivo NBC News e pelo diário The New York Times. Terá tido por base documentos internos da DIA - Agência de Inteligência de Defesa. Os relatórios, segundo as fontes contactadas, sob anonomato, especificam que a espionagem israelita foi facilitada pelo facto de alguns altos responsáveis norte-americanos utilizarem aviões privados e telefones pessoais para lidar com assuntos de segurança nacional.

Esta notícia surge num momento de tensão entre os dois aliados, com visões distintas sobre a guerra no Médio Oriente. Washington e Teerão procuram um acordo de paz, enquanto Telavive insiste que ainda há trabalho a fazer.

As negociações encontram-se, neste momento, num impasse, devido sobretudo às dificuldades de entendimento no que diz respeito ao controlo do Estreito de Ormuz e ao programa nuclear iraniano. Mas é a guerra que se trava no sul do Líbano, entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão, que está a atrasar o processo.  Os iranianos fazem depender o acordo de paz com os EUA do fim dos combates e da saída das tropas israelitas do país. Os Estados Unidos têm procurado uma solução para o conflito, mas, no terreno, as Forças de Defesa de Israel continuam a avançar, apesar do cessar-fogo em vigor.

A situação tem deixado Donald Trump irritado, ao ponto de ter chamado “louco” ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. “O que raio estás a fazer?”, terá dito o presidente norte-americano ao chefe do governo israelita, numa discussão acalorada ao telefone. “Estou a salvar-te a pele. Agora toda a gente te odeia e toda a gente odeia Israel por causa disto”, acrescentou o Presidente dos EUA, segundo o site de notícias Axios.

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