Grupo de teatro ajuda artistas em dificuldade
Companhia Palco 13 distribuiu 60 cabazes de alimentos por profissionais sem trabalho.
Quando muito se fala da falta de apoio do Estado à Cultura e da situação precária em que vive o setor, com relatos de situações de pobreza e de fome de muitos profissionais, há uma pequena companhia de teatro de Cascais, a Palco 13, ela própria a passar por dificuldades por conta da pandemia, que está a fazer por muitos artistas em Portugal aquilo que o Governo não tem conseguido.
Começaram com um projeto centralizado nas zonas de Cascais, Lisboa e Sintra, e hoje, um mês depois, atingiram uma dimensão nacional levando também cabazes com bens alimentares de primeira necessidade a profissionais das artes cénicas que também estão sem trabalho nas áreas do grande Porto, Setúbal e Algarve.
O projeto, que arrancou no dia 26 de abril, já distribuiu mais de 60 cabazes, mas Romeu Vala, ator e um dos impulsionadores da iniciativa, garante que "o projeto tem capacidade para fazer mais 180 entregas" em todo o País.
A ajuda é possível diz o ator, "graças aos donativos de entidades privadas e cidadãos anónimos". Para solicitar o cabaz, basta apenas preencher um pequeno formulário na página online do grupo. "Toda esta ação decorre com o máximo de sigilo", garante Romeu.
PORMENORES
Sem trabalho
A Palco 13 nasceu a 13 de abril de 2010 fruto do desejo de um grupo de profissionais de criar no concelho de Cascais um projeto teatral que permitisse explorar uma linguagem própria. Montam em média três espetáculos por ano, mas devido à Covid-19, também eles foram obrigados a parar. Sem ajuda, dedicam-se a outras atividades.
Cabazes de 50 euros
Os cabazes distribuídos têm um valor médio entre os 40 e 50 euros e uma composição standard, mas também podem incluir artigos para bebé ou alimentação para animais.
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