Sindicato já pediu ação da autoridade para as condições de trabalho.
Mais de 600 pessoas que trabalhavam em refeitórios escolares da região Centro estão sem qualquer rendimento desde 13 de março, dia em que o Governo ordenou o fecho dos estabelecimentos de ensino, na sequência da pandemia de Covid-19.Os funcionários foram num primeiro momento colocados de férias pela empresa Indústria e Comércio Alimentar (ICA) e oito dias depois despedidos, um despedimento que é considerado ilegal pelo sindicato do setor. A grande maioria dos afetados por este despedimento são mulheres, muitas a trabalhar de forma precária há cerca de duas décadas.
"Não existe fundamento legal para a cessação do contrato de trabalho de forma unilateral pela empresa, até porque o contrato com o Estado não acabou, apenas está suspenso devido à pandemia", disse ontem ao CM Afonso Figueiredo, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro. "Há situações complicadas e muitas pessoas desesperadas porque não têm sequer o papel para solicitar o subsídio de desemprego", adiantou. Citada pela Lusa, Filipa Meireles, da ICA, negou que a empresa tenha feito despedimentos ilegais.
O CM apurou junto de fonte do Ministério da Educação que os contratos em vigor para fornecimento de refeições nas escolas "estará em vigor até final do presente ano letivo".
O sindicato já denunciou o caso à Autoridade para as Condições do Trabalho e junto do Governo, mas assegura que ainda não obteve qualquer resposta.
Os casos de infeção de animais domésticos "permanecem esporádicos e isolados", segundo a agência de saúde francesa. As primeiras experiências realizadas em animais mostram que os cães são "pouco recetivos" à Covid-19. Porém, os investigadores consideram ser provável que os gatos, principalmente os jovens, sejam contaminados, bem como furões e hamsters.
Associações e produtores agrícolas do Algarve escreveram uma carta aberta ao Ministério da Agricultura alertando para o facto de o setor estar a ser "fortemente prejudicado com a pandemia". "São muitos os produtores agrícolas que estão na situação de não poder escoar os seus produtos", lê-se na carta dirigida ao ministério tutelado por Maria do Céu Albuquerque.
Prevenir incêndios
Municípios do distrito de Vila Real estão a proceder à limpeza das faixas de gestão de combustível para prevenir os incêndios florestais, um trabalho que os autarcas defendem que "não pode ficar para trás", apesar da Covid-19. Devido à prorrogação do estado de emergência, o prazo para a limpeza de terrenos, que terminava a 15 de março, foi alargado até ao dia 30 de abril.
A Câmara de Bragança queixa-se da falta de testes nos lares da região, enquanto a Unidade Local de Saúde do Nordeste garante que já foram realizados 2000 a utentes e funcionários. A autarquia instalou, com entidades privadas, um centro de testes com um preço por cada análise superior a 100 euros. O SNS ainda não recorreu a este serviço, alegando ter capacidade de resposta.
Baptista Leite, Médico
- Que credibilidade merece a teoria do virologista Luc Montagnier, que diz que o novo coronavírus saiu de um laboratório de Wuhan?
- A ‘Nature’, uma das mais reputadas revistas científicas do Mundo, rejeitou a possibilidade de este vírus ser de origem humana. Mas tendo em conta a pessoa que é, será importante aguardar a publicação dos estudos de Montagnier.
- Enfrentaremos outros surtos?
- Só nos últimos 20 anos conseguimos destacar o SARS, em 2002; o MERS, em 2004; a Gripe A, em 2009; e mais recentemente o Zika e o Ébola. Este surto não é o primeiro nem será o último. A diferença é a combinação de elevada transmissibilidade com mortalidade significativa.
- Estaremos mais preparados para os próximos?
- Esta pandemia terá de motivar os líderes políticos a compreender a necessidade de termos mecanismos de preparação e resposta a pandemias e ameaças de saúde global. Os Estados aceitam que existam serviços militares na reserva. Precisamos de organismos semelhantes para lidar com ameaças biológicas.
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