"Há um ponto final num certo jornalismo"
Dezenas despediram-se ontem de Baptista-Bastos, cremado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.
"Há uma espécie de ponto final num certo jornalismo...", disse ontem Rui Ferreira e Sousa no funeral de Baptista-Bastos, o jornalista-escritor que nos deixou na terça-feira, aos 83 anos. Apesar da chuva, muitas dezenas de pessoas marcaram presença no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, onde ‘BB’ – como era tratado pelos amigos – foi cremado.
Entre elas, Toni, o ex-jogador e treinador de futebol que conviveu com Baptista-Bastos e admirava "o homem de convicções" que era, e o ator Luís Alberto, que lembrou a veia crítica aguçada que tinha. "Costumava ir ver-me ao teatro e era bom ouvi-lo, porque detetava sempre o que estava menos bem", lembrou.
Elísio Summavielle, que também foi prestar homenagem ao autor de ‘A Colina de Cristal’, confessou que ‘BB’ lhe corrigiu muitas vezes os textos. "É algo que lhe agradeço, porque aprendi muito com ele", disse o presidente do Centro Cultural de Belém. "Fazem falta pessoas como o Baptista-Bastos: na nossa cultura, no nosso dia a dia, na nossa massa crítica. Não gosto de dizer que há insubstituíveis, mas se houvesse, ele sê-lo-ia", afirmou.
Rui Ferreira e Sousa, que partilha com ‘BB’ a dupla condição de escritor e jornalista, sublinha o bom. "Ele teve uma vida muito cheia, muito feliz, e no final das nossas conversas, acabava sempre a falar, com alegria, da família. Enfim, agradeço-lhe ter vivido e passado o testemunho", concluiu.
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