'Hamnet' chega às salas para nos arrebatar
Já consagrado nos Globos de Ouro como o melhor filme dramático do ano, está nomeado para oito Óscares. Estreia nesta quinta-feira.
Está nomeado para oito óscares e tem acumulado prémio atrás de prémio – entre eles os prestigiados Globos de Ouro, que distinguiram a atriz Jessie Buckley e elevaram ‘Hamnet’ à categoria de Melhor Filme Dramático do Ano. Não é à toa. De uma beleza plástica estonteante (a direção de arte também concorre ao Óscar), o filme de Chloé Zhao surpreende pela forma inusitada como pega numa figura que todos julgamos conhecer, William Shakespeare, e recria o que poderia ter sido a sua vida conjugal.
Tratado inúmeras vezes no cinema, o bardo isabelino vê-se aqui secundarizado à figura da mulher, Agnes (uma Jessie Buckley mais do que perfeita), amante da natureza, conhecedora das artes da cura pelas ervas, com a capacidade de ler as pessoas. Aos dados biográficos conhecidos – o casal teve três filhos e perdeu o único rapaz, Hamnet, aos 11 anos –, o argumento (de Chloé Zhao e Maggie O’Farrell, autora do romance em que o filme se baseia), junta alguma especulação. Terá a morte do filho inspirado a Shakespeare a sua mais famosa tragédia, ‘Hamlet’? O filme termina, em apoteose, com a representação da peça e nunca o texto fez tanto sentido. Ou foi tão comovente. No elenco, brilham também Paul Mescal (Shakespeare) e Emily Watson.
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