Judiciária investiga ataque ao Vale do Coa
Desconhecidos vandalizaram de forma irreversível a rocha onde está o famoso ‘Homem de Piscos’.
A Polícia Judiciária vai investigar a autoria dos atos de vandalismo cometidos numa rocha do Parque Arqueológico do Vale do Coa (PAVC) na qual está representada uma figura humana com 15 mil anos. O "atentado" contra o espaço considerado pela UNESCO Património da Humanidade ocorreu entre domingo e a passada quinta-feira.
Segundo fotografias a que o CM teve acesso, na rocha onde está o famoso ‘Homem de Piscos’ - a mais notável das representações antropomórficas do Paleolítico Inferior - foi gravada com uma pedra de xisto uma bicicleta, um humano esquemático e a palavra BIK.
As gravações foram já retiradas, mas os danos na rocha são irreversíveis. "Este património com 15 mil anos foi seriamente danificado", reconhece Dalila Correia, arqueóloga do PAVC, que ontem acompanhou o CM ao local onde se encontra o património Rupestre. É um local onde só se vai de jipe todo o terreno e depois cerca de um quilómetro a pé.
"Quem fez isto sabe do valor do património que esta rocha representa", adiantou a responsável. A Comissão de Trabalhadores do Museu e do PAVC estão em choque e revoltados com o sucedido até porque já tinham alertado o ministro da Cultura para a falta de vigilância nos sítios, resultado do desinvestimento naquele parque arqueológico.
"O governo de Passos Coelho acabou com os vigilantes e o parque deixou de ter qualquer tipo de vigilância e segurança", diz José Branquinho, funcionário do parque.
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