Ministra da Cultura enaltece "excelência musical" de Álvaro Cassuto

Maestro morreu esta segunda-feira, aos 87 anos.

06 de abril de 2026 às 13:07
Álvaro Cassuto Foto: Tiago Sousa Dias
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A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, enalteceu o maestro Álvaro Cassuto, "nome maior" e "incontornável" da cultura, que morreu esta segunda-feira, aos 87 anos, lembrando-o como alguém que "viveu sempre para a excelência musical".

"Referência maior da nossa cultura, nome incontornável na história de várias orquestras nacionais e internacionais, dono de uma vasta e relevante discografia", Álvaro Cassuto "viveu sempre para a excelência musical", deixando "um legado artístico inestimável", afirma Margarida Balseiro Lopes, numa publicação na sua conta da rede social x.

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O maestro Álvaro Cassuto morreu esta madrugada na sua casa no Guincho, em Cascais, de acordo com uma fonte próxima da família.

Álvaro Cassuto fundou a Nova Filarmonia Portuguesa, trabalhou com orquestras nacionais e internacionais, e deixa uma vasta discografia, incluindo a integral das Sinfonias de Joly Braga Santos.

Nascido no Porto, em 17 de novembro de 1938, Álvaro Leon Cassuto estudou com os compositores Artur Santos (1914-1987) e Fernando Lopes-Graça (1906-1994) e, em 1960, frequentou os cursos internacionais de Darmstadt, na Alemanha, onde contactou com os compositores Karlheinz Stockhausen, Gyorgy Ligeti e Olivier Messian.

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Cassuto estudou direção de orquestra com o maestro Pedro Freitas Branco (1896-1963) e, mais tarde, com Herbert von Karajan (1908-1989), em Berlim, por quem confessava grande admiração.

Em 1961, com 22 anos, estreou-se como maestro à frente da Orquestra do Porto. Posteriormente, foi maestro-assistente (1965-1968) e subdiretor (1970-1975) da Orquestra Gulbenkian.

Viveu nos Estados Unidos entre 1968 e 1986, onde desempenhou as funções de maestro de professor universitário.

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Em simultâneo, foi maestro-diretor da Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Portuguesa, em Portugal, entre 1975 e 1990.

No regresso ao país, em 1988, fundou a Nova Filarmonia Portuguesa, em 1993, foi convidado a formar a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) e, em 2002, criou a Orquestra do Algarve.

Entre 2004 e 2008, foi diretor artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa e, entre 2010 e 2013, dirigiu a Orquestra de Bari, em Itália.

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Como maestro convidado, dirigiu ainda muitas outras orquestras internacionais.

Em 2009, foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

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