Morreu escultor Francisco Simões, defensor do "acesso democrático à arte"

É autor da obra "Mulheres de Lisboa" e bustos de Vieira da Silva e Arpad Szenes em estações do Metro de Lisboa. Tinha 80 anos.

17 de janeiro de 2026 às 11:16
Francisco Simões, escultor Foto: Francisco Simões via Facebook
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O escultor Francisco Simões morreu na sexta-feira, aos 80 anos, e o Presidente da República já o homenageou, numa mensagem, destacando a sua defesa do "acesso democrático à arte e cultura".

"Foi com consternação que o Presidente da República tomou conhecimento da morte de Francisco Simões, uma referência maior das artes plásticas, que nos deixa uma obra de excecional valor artístico, humano e patrimonial, em que tradição e modernidade se entrelaçam de forma harmoniosa", pode ler-se na mensagem.

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Para Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Simões "projetou a arte portuguesa em diversos países, em importantes espaços públicos, em coleções institucionais e privadas, sem nunca deixar de defender o acesso democrático à arte e a cultura como direito universal".

Um dos momentos mais polémicos da sua carreira foi o confronto público com o então presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que criticou em 2023 a estátua "Amores de Camilo", que representa o autor Camilo Castelo Branco abraçando uma jovem nua, que retrata Ana Plácido, sua musa e amor da sua vida.

É também autor da obra "Mulheres de Lisboa" e bustos de Vieira da Silva e Arpad Szenes em estações do Metro de Lisboa.

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A Câmara de Oeiras, que adquiriu esculturas representativas de grandes poetas da língua portuguesa de Francisco Simões para o Parque dos Poetas, já anunciou que vai homenagear o escultor, com a atribuição do seu nome a uma avenida do concelho.

"A Avenida Francisco Simões - Escultor" será atribuída a um arruamento no Oeiras Golf, em Barcarena, imortalizando o escultor, pintor, gravador e ilustrador Francisco Simões e o seu extraordinário legado cultural, pedagógico e cívico", justifica a autarquia, em comunicado.

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