Morreu Patxi Andión, o mais português dos cantores espanhóis
Cantautor morreu aos 72 anos, em Soria, vítima de um acidente de automóvel.
Cantor, compositor, ator, professor de Sociologia e escritor, basco nascido em Madrid, Patxi Andión morreu esta quarta-feira aos 72 anos, vítima do despiste do Land Rover que conduzia numa estrada na província de Soria, Espanha.
Atuou pela primeira vez em Portugal em 1969, precisamente o ano em que lançou o seu álbum de estreia ‘Retratos’. Foi no ‘Zip-Zip’, da RTP. Mas, nos anos seguintes, a relação complicada com a PIDE levou-o a ser expulso do País três vezes.
Não desistiu de atuar em Portugal e, a 24 de março de 1974, um mês antes do 25 de Abril, subiu ao palco do Coliseu dos Recreios para um concerto histórico, com a sala esgotada. "Foi uma coisa incrível na minha vida", recordou anos depois.
Ary dos Santos traduziu alguns dos seus poemas, que Tonicha gravou ainda antes da revolução.
Nos anos seguintes, já em democracia, visitou o nosso país inúmeras vezes, o que lhe valeu o título do mais português dos cantores espanhóis.
Em 2017 homenageou Zeca Afonso num espetáculo e, já este ano, celebrou os 50 anos de carreira com concertos no Porto e em Lisboa. "A minha relação com Portugal, a música e a língua portuguesas é de absoluto amor e paixão", disse.
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