Música recorda jovem graffiter que morreu colhido por comboio na Maia

João Dias, de 18 anos, foi uma das três vítimas mortais, colhidas quando pintavam um comboio.

17 de dezembro de 2020 às 18:54
Mural presta homenagem ao jovem estudante que morreu, em 2015, na linha de comboio Foto: Direitos Reservados
João Dias tinha 18 anos e era conhecido pela alcunha ‘Nord’ Foto: Direitos Reservados

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Foi lançada uma música de homenagem a João Dias, o jovem de 18 anos que morreu colhido por um comboio em dezembro de 2015, na Maia. Chama-se "Força da Natureza" e recorda-o como "uma lenda do grafiti".

A música e o videoclip foram lançados na quarta-feira, dia em que João Dias completaria 24 anos. O trabalho é assinado por Peaky Renz e o nome "Força da natureza" refere-se à expressão usada pela mãe da vítima mortal para descrever o filho, que perdeu há cinco anos.

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Na letra deste "hip-hop de saudade" (como é dito no refrão), o autor lembra o sofrimento quando soube do acidente mortal: "Após saída de um ensaio o autocarro eu apanho / O telemóvel a vibrar e eu achei logo estranho / O Miku a ligar a perguntar se me encontro bem / Um acidente em Águas Santas enquanto pintavam um train / Cheguei a casa p'ra comer, a televisão liguei / Notícia d’última hora eu não me acreditei / Senti logo que era ele porque não atendia / O telemóvel a tocar e ele não respondia / O meu coração a bater tipo arritmia / Temendo pela morte do mano, eu já nem comia / Continuei a tentar uma chamada perdida / Mal sabia eu que não havia a despedida".

O vídeo que acompanha a música tem sido divulgado através das redes sociais. Mostra diversas homenagens pintadas a grafiti em vários locais do Grande Porto e a saudade espelhada na última morada de João Dias. A letra recorda ainda o que ficou do jovem conhecido como 'Nord': "Essa missão suicida foi mesmo a tua saída / E esse palco da vida tu abandonaste / A fazer o que gostavas no que te tornaste / Uma lenda do graffiti não da forma que desejaste / Mas em contraste existe tudo o que foi bom / Todas as peças que deixaste e todo o teu dom / Pintaste por minha culpa; por tua lanço um som / És das pessoas mais humildes que conheci, meu irmão".

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O jovem uma das três vítimas mortais, colhidas quando pintavam um comboio, ao cair da noite de 7 de dezembro de 2015. Morreram também Jaime e Enrique, dois jovens espanhóis.

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