O amor é tão simples... ou talvez nem por isso: Diogo Infante encena e protagoniza comédia
Em exibição no Teatro da Trindade, leva a refletir muito sobre o papel da fama, do amor e do próprio teatro.
Um famoso ator com uma vasta legião de fãs, atormentado pelo peso da idade, dividido entre o caos que é a sua vida, mas também um certo vazio, é o mote para a comédia ‘ O Amor é Tão Simples’ em exibição no Teatro da Trindade, em Lisboa.
No centro da história está Guilherme de Andrade, um homem "que é adorado por muita gente mas que no fim vive uma grande solidão". "Acho que é comum a muitos artistas", começa por explicar Diogo Infante, que, para além de encenador da peça, também faz parte do elenco. Aos problemas do quotidiano de Guilherme "junta-se ainda a crise da meia-idade e os amores e esta peça fala muito dessas coisas todas", explica Diogo Infante.
Escrita em 1939, ‘O Amor é tão Simples’ (‘Present Laughter’ no original) celebra o lendário espírito livre do dramaturgo Noël Coward, tendo sido amplamente considerada como a peça mais autobiográfica do autor e que teve a sua estreia em 1942, interpretada pelo próprio.
Agora e em Lisboa, a peça conta com "um elenco de luxo de atores que o público adora", diz Diogo Infante. Entre eles estão Ana Brito e Cunha, António Melo, Patrícia Tavares ou Rita Salema. ‘O Amor é tão Simples’ é, no entanto, mais do que uma intemporal comédia, levando também a refletir muito sobre o papel da fama, do amor e do próprio teatro.
A peça está em cena no Teatro da Trindade até ao dia 1 de maio, de quarta a sábado às 21h00 e aos domingos às 16h30. Dia 27 está prevista uma conversa com o público.
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