Tenho de ir à bruxa
Quem disse que forças inorgânicas não chegam ao poder?
Quem disse que forças inorgânicas não chegam ao poder?
Três anos depois, em 2038, já teatro respeitável algum tinha humanos em palco.
O chato é ter governantes como Pinto Luz, só parecem ver bem quem já vem bem servido.
Os caracóis acabaram, a cerveja também, este instrutor foi embora, nunca mais o vi.
A teoria do pêndulo volta a ser útil. O mundo está de novo a ter um ataque de febre.
Em Portugal, quem protesta uma injustiça, sobretudo nas artes e no desporto, tende a fazer figura de urso.
Fiquemos com a fé do Jorge Palma: “Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar.”
O namorado fazia ouvidos de mercador, os melhores ouvidos a ter quando eles são muitos e nós poucos.
Se houver adultos na sala, convém lembrar que o sofrimento não é exclusivo de um lado.
Geralmente, a tolerância gera menos arrependidos.
O sentimento, por quem se senta ao volante, de que é tudo seu. Era bom que houvesse cura.
Num mês em que vai tudo a banhos, por um momento Trás-os-Montes foi o centro de Portugal.
Como traduzirá a IA o nosso pontual azedume, os casuais caprichos? Decidir-nos-á inofensivos? Ou tomar-nos-á de ponta?
Só me espanta que no gabinete não tivessem o rosto do homenzinho num boneco vudu, ao lado da efígie de Nossa Senhora.
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