2026 é que é. Inscrevi-me num ginásio e é desta que perco uns quilitos. Vou deixar de ser hipócrita, perdoando aos meus o que nos outros acho terrivelmente ofensivo. Vou viajar menos, para não deixar pegada carbónica. Fiquei convencido quando um jovem se colou à porta dum voo Lisboa-Porto. Doravante irei a pé, se necessário for. Concluirei o Caminho de Santiago, e desta vez sem batota. O ano passado andei a gabar-me, mas confesso que fiz parte do caminho de táxi. A culpa não foi minha, foi dos joanetes. Já sei quem vai ganhar as eleições presidenciais. É uma surpresa mas, se pensarmos bem, até tem lógica. Contarei quem é para a semana, depois do debate no Dia de Reis, para não influenciar o moderador. Em fevereiro, no calendário chinês, entrará o Ano do Cavalo, um signo auspicioso para o mundo inteiro. Os apelos do Papa serão ouvidos: as guerras da moda estão mesmo para acabar. Vamos enfim compreender que viver e deixar viver vale mais do que matar e morrer, mesmo que "a nossa causa" seja a mais melhor boa do mundo. Em 2026, haverá também menos gente a dizer "esta gente não tem a nossa cultura, os nossos valores". E uma boa notícia para os árbitros de futebol: realizarão enfim o seu sonho de, junto com advogados e políticos, se tornarem a classe mais respeitada do país.
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