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Venda falsa de casas de luxo na Grande Lisboa rende a grupo 10 milhões de euros. Há nove detidos

Vítimas são maioritariamente de nacionalidade chinesa e obtiveram as propriedades visadas nos crimes no âmbito dos vistos gold.

Atualizado a 18 de março de 2026 às 12:22
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Venda falsa de casas de luxo na Grande Lisboa rende a grupo 10 milhões de euros. Há nove detidos

Uma rede de burlas milionárias, pela falsa venda de imóveis de Luxo, na Grande Lisboa, foi desmantelada pela Polícia Judiciária, esta terça-feira. O CM sabe que nove pessoas foram detidas, uma delas em flagrante delito por estar armada e que dois dos suspeitos são solicitadores.

Ao que o Correio da Manhã apurou, as vítimas são maioritariamente de nacionalidade chinesa e obtiveram as propriedades visadas nos crimes no âmbito dos vistos gold. Esta rede operava em diversas fases: primeiro falsificavam documentos e fingiam escrituras, com ajuda dos solicitadores, para credibilizar a aquisição dos imóveis aos verdadeiros proprietários, de seguida anunciavam a venda das casas e, assim que recebiam uma posta positiva ao anúncio, obtinham um sinal de 10% dos compradores e futuros donos das propriedades. O interior das casas, que não estavam na posse deste grupo e muito menos à venda, chegava a ser mostrado às vítimas. Para isso, a rede mudava a fechadura dos imóveis e invadia propriedade privada.

Num comunicado, a Polícia Judiciária indica que a investigação da operação "Chave Dourada" teve origem em queixas apresentadas em julho de 2025, por cidadãos estrangeiros que detinham vistos gold para residir em Portugal. A PJ adianta também que, no decurso da investigação, "foram realizadas dez buscas domiciliárias e não domiciliárias, na zona de Lisboa", assim como "foram apreendidos abundantes elementos com relevância probatória, automóveis de gama alta, documentação falsa, dinheiro, equipamentos informáticos e de telecomunicações".

A PJ indica que já foi possível recuperar diversos imóveis e "consideráveis vantagens obtidas com a venda fraudulenta dos mesmos, entre elas os saldos bancários de cerca de 1,5 milhões de euros".

Os detidos, com idades compreendidas entre os 26 e os 62 anos, serão presentes esta quarta-feira a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. Os detidos respondem pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documentos, burlas qualificadas e branqueamento de capitais.

Esta rede lucrou cerca de 10 milhões de euros.

Publicada originalmente a 18 de março de 2026 às 11:23

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