E Luís Montenegro lá decretou ‘situação de calamidade’ em Leiria e nas outras zonas mais afetadas, após uma quarta-feira em que até o voto de pesar à americana foi tíbio. Primeiro o património, depois o matrimónio e só depois o lamento pela perda de vidas. Eu a pensar que a vida é que era o principal património de qualquer pessoa, mas lá veio o bom Luís explicar as prioridades, pelo menos as suas. Compreendo a hesitação. A figura jurídica da ‘situação de calamidade’ tem uma alínea que obriga a apoios financeiros urgentes e imediatos, sem rodriguinhos a empapá-los. Mas ontem, presumo que após perceber que caía mal, o governo lá cedeu. Aplaudo. Governo algum é responsável pelas intempéries súbitas, apenas pelo modo como lhes reage. E este anormal vai tornar-se novo normal. Foi você que preferiu provas divinas das alterações climáticas?
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Até a martirizada Ucrânia já vai a feiras de armamento, expor a sua indústria de drones.
Somos um país abençoadamente pacífico, desde que a ditadura acabou.
Pode haver quem diga que Luís Neves não era de esquerda, só dizia coisas sensatas.
Até Ucrânia e Rússia sabem que, para fazer negociações, têm de se sentar à mesa de negociações.
O que mais me entristece é que, nos próximos cinco ou dez anos, vou deixar de lhe poder chamar Tozé.
Se o povo português teima em ser pobre, como irá o País para a frente?
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