E Luís Montenegro lá decretou ‘situação de calamidade’ em Leiria e nas outras zonas mais afetadas, após uma quarta-feira em que até o voto de pesar à americana foi tíbio. Primeiro o património, depois o matrimónio e só depois o lamento pela perda de vidas. Eu a pensar que a vida é que era o principal património de qualquer pessoa, mas lá veio o bom Luís explicar as prioridades, pelo menos as suas. Compreendo a hesitação. A figura jurídica da ‘situação de calamidade’ tem uma alínea que obriga a apoios financeiros urgentes e imediatos, sem rodriguinhos a empapá-los. Mas ontem, presumo que após perceber que caía mal, o governo lá cedeu. Aplaudo. Governo algum é responsável pelas intempéries súbitas, apenas pelo modo como lhes reage. E este anormal vai tornar-se novo normal. Foi você que preferiu provas divinas das alterações climáticas?
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Governo algum é responsável pelas intempéries súbitas, apenas pelo modo como lhes reage
Este povo de onze milhões consome sozinho um quinto do bacalhau mundial.
Cada um vota com a razão, mas também com o coração.
O bondoso Donald só cometeu um erro. Devia ter deixado Maduro fugir para a Gronelândia.
Se algo aprendi em 2025 é que, quando faz frio, até a mentira agasalha.
A indiferença ou o sucesso dos outros podem magoar, é verdade que acontece, mas é apenas autoilusão.
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