Primeiro-ministro recorda Lobo Antunes como "figura maior da cultura portuguesa"

Montenegro expressou ainda, em seu nome e do Governo, "as mais sentidas condolências à família e aos amigos".

05 de março de 2026 às 10:17
Luís Montenegro Foto: José Sena Goulão/Lusa_EPA
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O primeiro-ministro recordou António Lobo Antunes, que morreu esta quinta-feira aos 83 anos, como "uma figura maior da cultura portuguesa", dizendo que o seu legado deve continuar a inquietar e a inspirar todos.

"Presto muito sentida homenagem a Antonio Lobo Antunes - figura maior da cultura portuguesa. O seu legado é uma crónica da humanidade e da originalidade do olhar português e por isso continuará a inquietar-nos e a inspirar-nos", escreveu Luís Montenegro, numa publicação na sua conta oficial na rede social X.

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O primeiro-ministro expressou ainda, em seu nome e do Governo, "as mais sentidas condolências à família e aos amigos".

Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu hoje aos 83 anos.

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O autor nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa, em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda.

Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, surgiu em 1979, logo seguido de “Os Cus de Judas”, no mesmo ano, sucedendo-se "Conhecimento do Inferno", em 1980, e "Explicação dos Pássaros", em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

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A República Portuguesa condecorou-o com o Grande Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Foi Prémio Camões em 2007.

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