Sophia de Mello Breyner Andresen lembrada no dia em que completaria cem anos
Sophia faria esta quarta-feira um século de vida e o País, de norte a sul, dedica-lhe homenagens em todas as áreas artísticas.
"Era preciso agradecer às flores/Terem guardado em si/Límpida e pura,/ /Aquela promessa antiga/De uma manhã futura." Quem escreveu? Sophia, claro.
A poeta, que abominava o termo poetisa, por o achar depreciativo, nasceu no Porto, a 06 de novembro de 1919 - faz esta quarta-feira 100 anos -, e até dezembro o País, de norte a sul, enche-se de evocações da sua obra e de homenagens à sua memória.
De origem dinamarquesa pelo lado paterno, Sophia de Mello Breyner Andresen estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa e publicou os primeiros poemas nos anos 40.
Em 1946, casou com Francisco Sousa Tavares, com quem teve cinco filhos (divorciou-se em 1985). Com breve passagem pela política (foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto na lista do Partido Socialista), a sua grande paixão eram as palavras e a escrita encheu-a de prémios. Em 1999, tornou-se na primeira mulher a receber o Prémio Camões.
Sophia morreu em 2004, aos 84 anos, em Lisboa, e repousa desde 2014 no Panteão Nacional.
Esta quarta-feira, é lembrada num concerto comemorativo do seu centenário, no Teatro Nacional de São Carlos, Lisboa.
A partir das 20h00, ouve-se ‘Orfeu ed Euridice’, de C. W. Gluck, no arranque de um programa de celebrações que abrange todas as áreas artísticas.
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