Teatro dos Aloés completa 25 anos de existência

Com o CM, a companhia partilha as alegrias e dificuldades de trabalhar na Amadora.

03 de novembro de 2025 às 01:30
Teatro dos Aloés celebra 25 anos Foto: Luís Manuel Neves
Elsa Valentim e José Peixoto Foto: Luís Manuel Neves
José Peixoto Foto: Luís Manuel Neves

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E já lá vão 25. Vinte e cinco anos de Teatro dos Aloés, uma companhia que se instalou na Amadora e de lá não sai, convicta de que “é preciso continuar a fazer teatro para públicos que não estão necessariamente muito habituados a consumir espetáculos”. Num ano em que o grupo estará “sempre em clima de festa e celebração”, dois dos diretores – José Peixoto e Elsa Valentim (que partilham a responsabilidade com Jorge Silva) – revelam que ao fim de um quarto de século, “o melhor de tudo é ver o carinho que o público dedica ao projeto”. “Emociona-me, ver que crianças que viam os nossos espetáculos agora são jovens que veem os nossos espetáculos, que as pessoas de meia-idade que nos seguiam sejam agora os nossos espectadores mais velhinhos”, partilha Elsa Valentim. “E abordam-nos muito na rua”, acrescenta José Peixoto. “Nada me dá mais prazer do que ser questionado sobre a nossa próxima estreia no meio da rua ou quando entro num café.”

Dificuldades, também as há. Inevitavelmente. “As escolas, por falta de recursos humanos, têm cada vez menos capacidade de trazer os alunos ao teatro, mas acima de tudo, é difícil compreender a opção da câmara [proprietária dos Recreios da Amadora, onde os Aloés estão sediados], em reduzir o número de sessões dos espetáculos”, aponta Elsa Valentim. “Até porque temos cada vez mais público e as salas estão vazias na maior parte do tempo”, acrescenta.

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Para o futuro, os responsáveis prometem continuar a insistir naquilo que torna os Aloés num projeto de utilidade pública: levar à cena os clássicos; autores contemporâneos; dramaturgos portugueses e desenvolver trabalho com as escolas. “Gostaríamos que os atores mais jovens pegassem no testemunho e dessem continuidade ao trabalho, com as suas próprias visões e ideias”, conclui José Peixoto.

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