Vitorino lembra António Lobo Antunes, um amigo que "nunca foi apenas o grande escritor que o mundo conheceu"
Cantor lembra também que, "mesmo sendo um escritor mundialmente reconhecido", António Lobo Antunes "nunca esqueceu as raízes da cultura" portuguesa.
O cantor Vitorino lembrou que António Lobo Antunes, que morreu esta quinta-feira aos 83 anos, "nunca foi apenas o grande escritor que o mundo conheceu".
"Foi sempre o Senhor António --- como gostava de ser chamado nas tabernas e restaurantes que frequentávamos ---, um artesão das palavras que muitas vezes escrevia letras de canções em toalhas de papel, com uma Bic na mão", recorda Vitorino Salomé, que musicou e gravou vários poemas de António Lobo Antunes, numa mensagem enviada à agência Lusa.
O cantor lembra também que, "mesmo sendo um escritor mundialmente reconhecido", António Lobo Antunes "nunca esqueceu as raízes da cultura" portuguesa, "escrevendo textos para modas alentejanas e escolhendo para títulos dos seus livros nomes vindos do cancioneiro alentejano, como 'Eu hei-de amar uma pedra' ou 'Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar'".
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