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"Ainda temos a energia necessária": Lendários Tubarões estão de volta a Portugal

Icónica banda de música de Cabo Verde apresenta-se este domingo em Lisboa.

28 de março de 2026 às 01:30

Depois de terem atuado no ano passado em Loulé e nos Açores, Os Tubarões, símbolo identitário e verdadeiro património vivo da música de Cabo Verde, estão de volta a Portugal. O grupo, que já soma quase 60 anos de carreira, apresentou-se esta sexta-feira no festival Kriol Jazz Festival, em Águeda, e toca este domingo no Lisboa ao Vivo (LAV). Para ouvir estão temas como 'Tunuca', 'Labanta Braço', 'Djonsinho Cabral' e 'Tabanka' que são hoje verdadeiros hinos de Cabo Verde e que segundo o grupo continuam a despertar o interesse em novas gerações. "A malta mais jovem tem-se manifestado de forma muito positiva o que também é uma motivação para continuarmos nesta caminhada que já vem do longa data", dizem 

em entrevista ao CM, explicando que um dos segredos da longevidade do projeto é nunca terem deixado de inovar. "Sempre tivemos a preocupação de incorporar algo sempre de novo no nosso trabalho. Nós não voltamos costas à inovação e à introdução de novas sonoridades e à modernização do nosso trabalho". Atualmente, Os Tubarões são eles próprios um exemplo de cruzamento de gerações. Os elementos mais antigos já estão perto dos 70 anos, e os mais novos "podiam perfeitamente ser netos dos mais velhos", dizem. "Não vamos dizer que esta vida não cansa e que não pesa, sobretudo quando vamos a um festival e nos colocam a tocar às três da manhã. Até lá cansa, mas depois quando subimos ao palco algo de estranho acontece. Estar em palco ainda é para nós muito motivador e estimulante".

A Portugal e ao público português não poupam elogios falando mesmo numa relação de "amor" que começou há quase cinquenta anos, ainda que o primeiro concerto por cá, nos anos 70, não tenha sido de boa memória. "Foi um concerto na Tapadinha mas que não chegou ao fim por causa de uma rixa que começou no bar. Meteu polícia e tudo, as pessoas começaram a abandonar o espaço e como já não havia mais condições, tivemos de interromper. Acho que até por causa disso ficámos muito tempo sem tocar em Portugal", recordam. Só voltaram a tocar uns anos depois na festa do Avante, em 1981, e mais tarde numa digressão com o Trovante, sempre com excelente acolhimento. "Em Portugal temos boas razões para dizer que o público português sempre esteve connosco. Por cá sempre nos sentimos em casa e somos sempre muito bem acolhidos. Acho que posso dizer que temos uma plateia que nos ama".  

Quanto ao futuro garantem que continuam a sentir a "genica" para continuar: "Acho que para fazer música ainda temos a energia necessária. Com o tempo a experiência apura-se e acho que estamos cada vez mais à vontade com aquilo que fazemos". 

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