Os Anjos comemoram 15 anos de projeto, dia 5 de Outubro, com um espetáculo único no Campo Pequeno. O pretexto para falar com os irmãos Sérgio e Nelson Rosado e passar em revista uma carreira única.
O que é que estão a preparar para este espetáculo dos 15 anos?
Nelson Rosado - Este é considerado por nós o espetáculo dos espetáculos. É o nosso mais importante concerto até hoje porque apesar de já levarmos 25 anos de música, comemoramos agora 15 anos do projeto Anjos. Por isso pensámos fazer deste um concerto único. Não vai haver mais. Quem vier ver-nos pode esperar um concerto muito dinâmico, elétrico que no fundo acaba por ser também o encerramento da nossa digressão de verão. Vamos tocar todos os grandes sucessos que as pessoas conhecem dos Anjos, com novos arranjos, alguns deles completamente inesperados.
Sérgio Rosado - Esta é uma excelente oportunidade para as pessoas que nunca nos conseguiram ver ao vivo. Neste 15 anos evoluímos muito enquanto músicos e pessoas e a nossa música está muito mais madura. Por isso este é para nós… 'o'… concerto, por toda a carga emocional que ele envolve. E depois é um regresso muito esperado a Lisboa, até porque há muito que víamos mensagens nas redes sociais a perguntar quando é que voltávamos a Lisboa.
Mas vai ser também um espetáculo de surpresas?
NR - Este espetáculo é muito virado para os conceitos multimédia. Temos conteúdos muito engraçados, como pessoas que entram e falam sobre nós. Depois há um tema do disco 'Virar a página' que nós repescamos e que vamos cantar de uma maneira completamente diferente. Demos-lhe uma volta de 180 graus, mas ainda não podemos dizer que música é (risos). Esse tema também terá uma participação especial. E mais não digo…
Estes 15 anos de Anjos valeram a pena?
NR - Claro que sim.
SR - Nós vemos a nossa carreira como um livro recheado de histórias fantásticas. Como todos os profissionais temos coisas boas e coisas menos boas mas a nossa vida é feita e pensada em função de um percurso. Claro que ao longo deste trajeto tivemos alguns pontos menos positivos, mas o importante foi saber dar a volta, até porque nós vivemos da motivação diária. Resumindo a nossa carreira acho que não podíamos ter pedido melhor. Não há uma carreira perfeita. Há momentos muito felizes e esses tivemos.
Como por exemplo?
NR – Como o primeiro álbum 'Ficarei' que foi o álbum mais tocado de sempre nas rádios portuguesas. Foi o álbum que mais tempo esteve em primeiro lugar no top de vendas. Eu não gosto de me esquecer do passado. É importante ter estas referências, mas não é possível estar sempre a lançar discos e ter sempre temas no primeiro lugar. Quando isso acontece é porque o sistema está a ser controlado artificialmente. A exceção à regra acho que foi mesmo o Michael Jackson que durante muito tempo foi mesmo o melhor. Mas no nosso país não há 'o maior' nem 'o melhor'. Esta foi, contudo, a vida que nós escolhemos e em momento algum nos arrependemos.
Vocês chegam a um palco de excelência como é o Campo Pequeno, mas ao final de 15 anos ficam muitas histórias por contar? Qual foi o local mais bizarro onde já tocaram?
NR - Epá! já vivemos grandes filmes. Ainda antes dos Anjos e até antes dos Sétimo Céu nós eramos uma espécie de banda familiar que atuava em festas populares, festas de empresas, animações,. etc... Mas lembro-me que como Anjos tocámos uma vez numa casa no Algarve cheia de espelhos que era muito bizarra. Era uma casa de animação noturna cheia de bailarinas (risos).
SR - Também já tocámos em cima de palcos muito pequeninos com estruturas muitas fracas. Lembro-me de um palco em que tivemos de tocar muito quietinhos porque de cada vez que nos mexíamos ele andava de um lado para o outro.
Ainda há paciência para as fãs que vos perseguem e vos esperam no final dos concertos?
SR - Claro que sim. Orgulhamo-nos muito desta nossa postura. Ainda fazemos questão de dar autógrafos no final dos concertos até à última pessoa. Já chegámos a estar mais de três horas a dar autógrafos. Mas os nossos fãs também cresceram connosco. Ainda recentemente no norte demos um concerto em que no final veio ter connosco um grupo de 40 pessoas que tinha começado a ouvir-nos há 15 anos e que agora já vai aos nossos concertos com os filhos. A nossa música vai passando por várias gerações e isso é algo que nos agrada muito.
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