O Correio da Manhã esteve à conversa com os Anjos.
Música 'Virar a página', dos Anjos
Os Anjos encerram esta quinta-feira (dia 27) no CCB em Lisboa uma digressão acústica que os levou a percorrer Portugal nos últimos dozes meses. Nélson e Sérgio Rosado falam do espectáculo e recordam 15 anos de carreira.
Encerram agora uma digressão acústica de um ano. O que é que aprenderam com ela?
Nelson - Esta digressão mais intimista e acústica era um dos nossos objetivos e foi um sonho tornado realidade.
Demorámos algum tempo a concretizá-lo porque queriamos reunir um expólio de canções que o permitisse fazer.
Sérgio - Há muito que os nossos fãs nos pediam por este nosso lado mais cru. Ao longo do anos tivémos algumas experiência pontuais muito bem sucedidas e por isso sabíamos que este projeto iria funcionar muito bem.
Vocês para além de serem irmãos ainda têm a coragem de trabalhar juntos. É sempre tão pacífica como parece a vossa relação?
Sérgio - Todos os irmãos vivem sabores e disabores. No nosso caso começámos a trabalhar juntos muito cedo e habituámo-nos a isso. O engraçado é que nos completamos enquanto seres humanos e enquanto artistas. Em palco percebe-se essa quimica. Às vezes quando temos que improvisar já é uma coisa muito natural porque já estamos habituados às muletas um do outro.
Nelson - Nós sabemos quando é que um precisa que o outro entrevenha, seja numa entrevista seja na performance em palco. O facto de trabalharmos desde novos e sempre juntos fez com que crescessemos nesta filosofia. É claro que discutimos, mas quase sempre daí resulta algo de construtivo.
Quem é o mais mal humorado?
Sérgio - Tem dias. Ambos temos o nosso orgulho. Mas há uns anos eu diria que era o Nélson.
E quem é o primeiro a pôr água na fervura quando as coisas estão mais complicadas?
Sérgio - O Nélson ferve um bocadinho mais.
Nelson - Não, já fervi (risos) mas sou de facto mais impulsivo. Mas isso também me obriga a pensar mais rápido. Mas eu acho que é aqui que nos completamos.
Nunca vos passou pela cabeça seguir uma carreira a solo ou paralela aos Anjos?
Sérgio - É recorrente essa pergunta até por exemplos que temos de bandas que até fazem pausas para os seus elementos fazerem outras coisas, mas nós nunca vivemos obcecados com isso. Nunca colocámos essa hipótese. Costumo dizer por brincadeira que os Anjos são como uma religião. Eu não me vejo a fazer música sem o meu irmão. E depois ainda sentimos que este projeto está muito vivo.
Nelson - Eu até acho que este projeto ainda tem muito que crescer. Apesar dos 16 anos de Anjos ainda temos muita coisa para fazer. E depois ainda somos muito novos. O Tom Jones lançou o 'Sex Bomb' aos 60 anos (risos). Ou seja nunca se sabe quando vai ser o ponto alto de uma carreira.
Mas há muitos momentos altos e baixos!
Nelson - Claro que há. Não é possível estar sempre no topo. Não é possível porque há novos grupos a aparecer, há novas tendências, há circunstâncias de mercado etc. O que nos move ainda é tentar fazer sempre melhor. Eu acho que nós estamos na fase da credibilização do projeto.
Que relação é que os vossos filhos têm com a vossa música?
Sérgio - Eles já nasceram neste meio e com tudo isto a acontecer. É tudo normal. Até à data foi sempre tranquilo gerir o trabalho com a família. O meu filho no outro dia chegou a casa a pedir-me uns autógrafos para dar a umas miúdas lá da escola.
Esta coisa da música era uma vida que vocês gostavam para os vossos filhos?
Nélson - Eu gostava que os meus filhos seguissem outras carreiras. Os meus filhos têm dupla nacionalidade e quer aqui quer nos EUA podem fazer o que quiserem. Uma coisa é certa eu não vou incentivar a nada como vejo alguns pais fazerem com os filhos. O que eu vou fazer é proporcionar as condições para elas seguirem o caminho que quiserem. Foi o que os nossos pais fizeram connosco. O que eles já sabem é que o pais e o tio têm uma vida muito oscilante.
Foi uma vida de grandes sacrificios para vocês?
Sérgio - Em determinados momentos sim. Houve anos complicados para acompanhar, por exemplo, o crescimento do Ian. O meu filho nasceu antes do arranque de uma digressão de Verão e eu tive de acompanhar a crescimento à distância e isso roeu-me muito por dentro. Houve um ano em que tivemos mais de 130 concertos seguidos.
Nelson - Faltar a festas de familia foram coisas que, por exemplo nos iam custando. Na altura em que comecei a namorar, houve uma altura em que me apetecia ser mais namorado e era difícil.
Vocês já pensaram que um dia podem cansar-se desta vida?
Nélson - Nos últimos quatro anos pensei nisso algumas vezes, mas depois somos tão mimados que perdemos essa ideia. Quando estamos muito tempo em casa já sentimos saudades de ir para a estrada.
Sérgio - A questão é que quando nós andamos na estrada também nos sentimos em casa. As nossas mulheres, por exemplo, percebem isso.
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