Músico, de 53 anos, atua este sábado na Casa da Música e dia 5 no Coliseu dos Recreios.
1 / 5
Ele é uma das maiores lendas vivas da música angolana e uma das vozes mais poderosas da lusofonia. A cumprir 38 anos de carreira, Paulo Flores sobe este sábado ao palco da Casa da Música, no Porto e dia 5 atua no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O músico, de 53 anos, promete dois concertos de "agradecimento ao publico" que sempre lhe serviu de "inspiração" e garante recordar "as canções de uma vida", das primeiras que fez ainda com 16 anos até às mais recentes. "É uma proposta para viajar no universo da minha musicalidade com todas as emoções e afetos que vêm com ela". Em destaque estará o seu mais recente trabalho 'Canções que fiz Pra Quem me Ama'.
Para o palco da Casa da Música e do Coliseu do Porto, o músico leva também, inevitavelmente, todas as suas memórias, desde os primeiros contactos com a música ainda em Cazenga, perto de Luanda onde nasceu, até ao arranque da carreira já em Portugal, aos 16 anos. "O meu pai, o meu grande impulsionador, era discotequeiro e tinha milhares de discos em casa, de toda a parte do mundo. Então, eu punha-os a tocar e cantava por cima. Acho que foi aí que nasceu o bichinho", explica o cantor que recorda que também tinha "um avô materno, que era de Macedo de Cavaleiro, de Trás os Montes, e que tocava guitarra portuguesa" e "uma bisavó que nos anos 60 já fazia marchas para o Carnaval do Lobito. Por isso a música está nos genes da família".
Reconhecendo que "ao início fazia música para desabafar", que "não tinha qualquer pretensão a ser famoso" e que "não percebia como é que as pessoas podiam vir a gostar" da sua música, a vida mudou quando lançou o primeiro disco em Portugal, em 1988, então produzido pelo próprio pai. Na altura, a música angolana começava um percurso de ascensão em Portugal. "Muito do que hoje chamamos de kizomba nasceu comigo, com o Eduardo Paim e o Ruca Van-Dunem no final dos anos 80", diz. Na memória está ainda o primeiro concerto, no Verão de 1989 na Aula Magna, em Lisboa. "Eu estava em pânico porque nessa noite tocavam também o Paulino Vieira e os Tubarões. Estava portanto no meio de dois monstros da música africana. Numa altura em que havia ainda uma insegurança muito grande da minha parte, o meu pai teve que ligar a uma namorada que eu tinha e foi ela que me convencer a aparecer", recorda entre risos. Mas o sucesso foi tanto, que durante a década que se seguiu chegou a dar 80 concertos por ano. Acho que as pessoas sempre viram na minha música um cartão de visita para Angola.
Com quase duas dezenas de discos lançados na carreira, Paulo Flores revela que tem mais dois em carteira, "um álbum de fados, mornas, canções de amor e lamentos de Angola" e outro de "duetos a ser preparado para 2028 quando assinalar 40 anos de carreira".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.