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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Bordel de Pompeia atrai centenas

Centenas de turistas concentraram-se junto à entrada do Lupanare, um dos mais extravagantes bordéis da antiga cidade romana de Pompeia, que reabriu após um ano de obras de restauro.

29 de outubro de 2006 às 00:00

Do latim ‘lupa’ que significa prostituta, o Lupanare é uma das grandes atracções turísticas de Pompeia e surge agora com toda a sua memória erótica, após o restauro no valor de 200 mil euros.

Pinturas murais adornam os pequenos cubículos localizados nos dois lados das salas do imóvel de dois pisos, construído há 2000 anos. Era precisamente nesses cubículos que as prostitutas ‘entretinham’ os clientes.

Nesta antiga cidade do Império Romano – destruída durante a grande erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d. C., – a prostituição não era ilegal, razão porque as prostitutas eram, frequentemente, escravas, muitas delas provenientes da Grécia.

Aliás, alguns dos nomes das mulheres que ali trabalhavam bem como dos seus clientes continuam bem visíveis nas paredes dos cubículos, cujas portas ostentam, em cima, pinturas eróticas. Os arqueólogos acreditam que as pinturas, representando uma posição sexual, indicavam a ‘especialidade’ de cada prostituta, que cobravam o equivalente a oito copos de vinho tinto.

Soterrada pelas cinzas que irromperam o Vesúvio, Pompeia esteve escondida durante 1600 anos antes de ser encontrada por acaso. Desde então, as escavações puseram à vista um sítio arqueológico extraordinário que dá uma visão detalhada na vida da cidade.

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