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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Crise não preocupa encenadores

Os números são claros: segundo os dados do INE – Instituto Nacional de Estatística, a tendência de crescimento de público de que o teatro vinha beneficiando nos últimos anos inverteu-se em 2006. Ainda sem as contas feitas para 2007, em 2006 foram ao teatro 1 555 792 espectadores, o que representa um decréscimo de cerca de 200 mil pessoas face a 2005 (1 745 835).

27 de março de 2008 às 00:30

Os profissionais desta área não vêem, porém, razão para alarme. E nem sequer culpam directamente o Ministério da Cultura, que, reduzindo os apoios ao teatro nos últimos anos, ‘forçou’ a redução na produção de espectáculos. A encenadora e actriz Fernanda Lapa, também directora da companhia Escola de Mulheres, lembra que 'flutuações de público sempre houve' e que é preciso ter noção da crise em que o País se encontra. 'Se os recém- -licenciados, que são grande parte do público, estão no desemprego, como poderão ir ao teatro?'

Mas os próprios números levantam dúvidas aos profissionais. Joaquim Benite, encenador e director da Companhia de Teatro de Almada, prefere falar da evolução positiva dos últimos dez anos – que, no seu entender, se deve à rede de cine-teatros que o então ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho, mandou edificar.

Ricardo Pais, director do Teatro Nacional de S. João, alerta para a possibilidade de manipulação dos números quando fornecidos pelas próprias companhias. 'Até em instituições públicas os dados são muitas vezes falseados, deliberadamente. E não me parece adequado estar a juntar públicos de espectáculos artísticos com projectos comerciais. São coisas diferentes.'

ESPECTÁCULOS E EVENTOS ASSINALAM O DIA POR TODO O PAÍS

ENCENADOR CARLOS AVILEZ HOMENAGEADO EM ÓBIDOS

ACâmara Municipal de Óbidos realiza, às 15h00, no Auditório Municipal Casa da Música, uma homenagem ao encenador, professor e director do TEC– Teatro Experimental de Cascais, Carlos Avilez. Amigos e colegas reúnem-se para homenagear um homem que tem mais de 50 anos dedicados ao teatro.

CAMILO DE OLIVEIRA LEVA COMÉDIA A ODEMIRA

Chama-se ‘OMeu Rapaz é Rapariga’ a peça que o popular comediante Camilo de Oliveira apresenta no Cine-Teatro Camacho Costa, em Odemira, às 21h30. Trata-se de uma comédia ligeira que conta com interpretações de Sandra B. (da série ‘Malucos do Riso’), Amélia Videira, Alexandre Silva e Vítor Emanuel.

'GUERRA' DE PEIXOTO TEM ENTRADA LIVRE EM ÉVORA

‘AGuerra’, peça de Carlo Goldoni com que o TNDM II, o Teatro dos Aloés e o Cendrev encerraram as comemorações do tricentenário do autor italiano, realiza uma sessão gratuita no palco do Teatro Garcia de Resende, em Évora.

Aencenação é de José Peixoto e no elenco está Mário Barradas.

ARTISTAS UNIDOS ESTREIAM NA MALAPOSTA

Os Artistas Unidos começam a apresentar no Centro Cultural da Malaposta, em Odivelas, o espectáculo ‘Acamarrados’, peça do dramaturgo irlandês Enda Walsh interpretada por António Simão e Carla Galvão. Aascensão e queda de um homem pouco inteligente, para ver às 21h30.

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