Os D.A.M.A, um dos maiores sucessos pop dos últimos anos em portugal, têm novo disco, ‘Lado a Lado’. Falámos com Francisco ‘Kasha’ Pereira
O grupo apresenta o novo disco ao vivo no dia 9 de fevereiro no Campo Pequeno. O espetáculo chegou a estar agendado para o passado dia 25 de novembro, mas o atraso na gravação do álbum e consequente edição, e também toda a complexidade técnica do espetáculo, obrigou a adiar a apresentação.
Três discos em quatro anos não é uma média habitual. É excesso de criatividade?
[Risos] A criatividade nunca é em excesso. Foi uma questão de estratégia.
Quem ouve um disco dos D.A.M.A percebe que todas as vossas canções são possíveis sucessos. Descobriram alguma fórmula mágica?
Não. Isso não existe [risos]. A nossa fórmula é sermos verdadeiros com aquilo que somos e que sentimos.
E é fácil passarem as vossas vidas para a música?
Sim, até porque nós não sabemos fazer de outra maneira.
A maioria dos vossos fãs continua a ser crianças e adolescentes. Pensam nisso na hora de escrever?
Isso não é verdade. O nosso público é transversal. Nós vemos, sim, muitos adolescentes, mas também vemos casais com filhos e até idosos. Os mais jovens são é os mais efusivos e participativos. Mas chegamos a muita gente. Sabemos de um casal que deu o nome de Luísa à filha por causa de uma música nossa. Ou seja, nós não procuramos ter target, e por isso a nossa atenção não é com as letras. Cada um interpreta como entender.
Os D.A.M.A são três amigos de infância que concretizaram um sonho. Mudaram muito?
Não. Nós ainda somos um bocado aqueles miúdos. E depois há uma grande união entre nós, afinal passámos da fase adolescente para a fase adulta juntos e conhecemo-nos como as palmas das nossas mãos. Ou seja, ainda somos os mesmos miúdos a viver um sonho.
É fácil conciliar crescimento artístico com crescimento pessoal e esquecer egos?
Sim, é fácil. Nós respeitamo-nos muito. Quando nos criticamos, sabemos lidar com isso e sabemos que é para o bem de todos.
Apesar de ainda terem uma curta história, vocês olham muito para ‘O que Lá Vai’?
Nem por isso. Olhamos mais para aquilo que ainda querem os fazer. Como diz a canção: "o que lá vai lá vai e não volta mais".
Mas as coisas correram melhor do que estavam à espera ou não?
Sim. Quando começámos nunca pensámos, em tão pouco tempo, fazer duas vezes o Campo Pequeno, um Meo Arena, o Rock in Rio, o Terreiro do Paço ou a avenida dos Aliados. Foram quase quatrocentos concertos e isso está muito para além da nossa imaginação.
Como têm lidado com o assédio das fãs?
Ao assédio das fãs nós preferimos chamar carinho [risos].
Mas há momentos em que se sente saudade do anonimato?
Não. O que às vezes pode ser mais chato é quando estamos na nossa refeição e as pessoas querem tirar uma fotografia. Mas não tenho saudades do anonimato. E depois Portugal é um País ainda muito pacífico.
Mas nunca se sentiram deslumbrados com esta vida?
O deslumbre às vezes não é com as coisas em si, porque felizmente os nossos pais nunca nos deixaram faltar nada e deram-nos uma excelente educação. O maior deslumbre pode ser com o ego, mas com o crescimento também percebemos que às tantas é mesmo só ele que está para ali a falar sozinho [risos]
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