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Mais de duas décadas depois, a mais importante banda de rock progressivo portuguesa volta a fazer-se ouvir. “Terra” é o título do novo disco dos Tantra, uma edição de autor patrocinada por Frodo, o mentor do grupo.
Em entrevista ao CM, Manuel Cardoso (MC) - o homem por trás da personagem -, revelou onde andou todo este tempo, o porquê da ressurreição e o conceito que preside a “Terra”. “Os Tantra pararam em ‘81 e só voltaram ao activo em 2000, quando começámos a trabalhar neste disco”, disse MC, que recordou os últimos passos da banda antes da longa hibernação. “O último álbum, “Humanoid Flesh”, data de ‘80, e no ano seguinte ainda fizémos uma digressão que acabou no estádio de Alvalade, numa célebre ‘Febre de Sábado de Manhã ao Vivo’. Foi o nosso último concerto”, disse.
Tudo ficaria por ali não fosse MC nunca se ter desligado da música. Como Frodo, em nome próprio ou com formações ocasionais (caso dos Samurai), Manuel Cardoso, lançou discos e, autodidacta, empenhou-se também na aprendizagem musical. Como se não bastasse, “nos intervalos ainda fiz música para filmes publicitários”, recordou.
O grande “click” para a reformulação dos Tantra aconteceu em 1998, após um “encontro fortuito” com Bernard Gueffier, da editora francesa Musea, “que estava a lançar em CD os álbuns dos Tantra”, revelou. E acrescentou: “Foi ele quem me convenceu a ouvir a gravação de um espectáculo que demos na Encarnação e foi uma experiência arrepiante. Dei por mim a cantar as guitarras todas de uma ponta à outra. Vieram-me as lágrimas aos olhos, fiquei em êxtase, e desde então foi como se ficasse a viver em função disso”.
Empolgado, MC fez então renascer o grupo. Contactou os antigos ”tântricos”, que “ou não tinham tempo ou estavam envolvidos em alguma coisa”, o que o obrigou a recrutar músicos “por conhecimentos ou através de anúncios nos jornais”. A excepção foi o “sintezista”, “um fã de Tantra que encontrei na rua e que acabou por ficar”.
E assim se chegou à actual formação, um sexteto composto “por três gerações de músicos que comungam da mesma espiritualidade e paixão”, explicou.
UMA VIAGEM DO EU
Após um demorado processo de composição e, sobretudo, de gravação, “Terra” viu finalmente a luz. De acordo com MC, este é essencialmente “um trabalho espiritual” que relata “uma viagem da luz à escuridão e o retorno à luz. É a reconstrução do nosso ser, uma viagem do Eu. É o cair e o erguer constante até ao “Zephyrus” (tema que fecha o disco), onde existe uma harmonia que permite o começar de novo. E Terra porquê? Porque sem ela deixamos de existir, ela está inerente ao nosso corpo”.
Trabalho conceptual com o Homem como personagem central, “Terra” flui de forma harmoniosa, mas o mais importante é, frisou, “deixarmo-nos transportar pela música. Embarcar numa ‘viagem’ em direcção à lucidez e harmonia espirituais que nos permitam aliviar o sofrimento”. Nesse sentido, “Terra” é “a rampa para a libertação, um sublimar do sofrimento”, adiantou.
Apesar de cantado em português, “Terra” contém ainda dois “pormenores” no dizer de MC , que assim se referiu às “línguas inventadas”, para “Kali”, que apresenta uma mistura de saudações em várias línguas (”uma expressão de alma, um agradecer à vida”) e a “linguagem onírica de ‘Sensible Road ‘, sons que traduzem estados de alma”, sublinhou.
AO VIVO
Depois do disco, os palcos. Segundo MC, no Verão tudo deverá estar já afinado. A componente visual e cénica estará, de novo, bem presente. Frodo, contudo, não será o mesmo de outrora: “Não perdi nenhuma da minha loucura, mas não estou com a mesma apetência física para fazer, mas sim com a apetência redobrada para criar. Quero tocar e cantar e ter uma boa relação com o público e com os músicos”.
Entre 1975 e 1981, os Tantra editaram “Mistérios & Maravilhas” (’78), “Holocausto” (’79) e “Humanoid Flesh” (’80). O primeiro concerto foi em 1977, no Cine-Teatro da Encarnação, de que resultou “Live Ritual”, lançado como edição independente. Curiosamente, os Tantra são hoje mais populares no estrangeiro do que em Portugal: “Temos fãs no Uzbequistão, ‘sites’ na Alemanha... no Japão pagam de 70 a 80 contos por um LP em segunda mão”.
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