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Italianos estavam a 15 minutos da superfície quando morreram durante mergulho nas Maldivas

Italianos tinham a intenção de explorarem grutas subaquáticas, mas nunca chegaram a regressar à superfície. Equipamentos de mergulho utilizados não eram os indicados, aponta relatório.

23 de maio de 2026 às 16:27

Os cinco mergulhadores italianos que morreram durante um mergulho nas Maldivas estavam a 15 minutos da superfície quando perderam a vida, de acordo com o relatório final das autoridades citado pela The Sun. Os mergulhadores morreram devido a um "erro humano", detalha o relatório. Os equipamentos de mergulho utilizados "não seriam os ideias", aponta ainda a investigação. 

Os cinco italianos realizavam um mergulho a 50 metros de profundidade no dia 14 de maio. A tripulação do navio onde viajavam deu o alerta para o desaparecimento. Quatro dos cinco corpos foram encontrados na caverna do Atol de Vaavu, uma zona estreita e com pouca visibilidade, como já tinham adiantado as autoridades. Ao que tudo indica, os mergulhadores terão ficado encarcerados e sem oxigénio. 

Os cinco mergulhadores, ligados à Universidade de Génova, chegaram ao Atol de Vaavu na última quinta-feira a bordo de um iate onde estavam mais 20 turistas italianos. Mergulharam supostamente com a intenção de explorarem grutas subaquáticas, mas nunca chegaram a regressar à superfície. Durante as buscas pelos corpos morreu também, no passado sábado, um mergulhador.

Indicações de mergulhadores finlandeses apontam que a caverna estava subdividida em outras. A primeira, onde entraram com um corredor com quase 30 metros de comprimento e três de largura, conduz a uma segunda caverna, uma espécie de uma dispensa dentro da cozinha, sem luz natural. É aqui, entre a caverna de entrada e a passagem para uma segunda, que existe um banco de areia e que é fácil de ultrapassar. É ao entrar neste segundo espaço dentro da caverna que os investigadores acreditam que os italianos tenham ficado presos. Explicam ainda que o stress e o pânico fez aumentar a frequência com que respiram e o ar disponível nos cilindros ter-se-á esgotado, detalha o Daily Mail

A imprensa local detalhou que um dos italianos foi ao mar com um fato de mergulho curto o que, apesar de as águas do Índico naquela zona serem quentes, é considerado inapropriado para uma profundidade de 50 metros. Além disso, os mergulhadores utilizavam ainda garrafas com ar comprimido de 12 litros, quando para mergulhos a abaixo dos 30 metros o recomendado é uma mistura trimix (oxigégio, nitrogénio e hélio). 

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