Uma multidão de fãs da trilogia “Matrix” encheu, terça-feira, o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, pela primeira vez convertido em cinema. A razão era a antestreia do segundo filme da saga realizada por Andy e Larry Wachowski, “The Matrix Reloaded”, que se estreia amanhã em todo o País.
Também em Portugal, a expectativa era (e é) muita: uma hora antes do início previsto da sessão (21h30), já vários milhares de pessoas se aglomeravam, de forma muito ordeira, junto à entrada principal do recinto.
Paulo Bernardino, de 30 anos, era um dos que aguardava, ansioso, a oportunidade de ver o seguimento das aventuras de Neo, Trinity e Morpheus. “Gostei muito do primeiro e penso que esta segunda parte, a nível de ficção e de efeitos especiais, vai surpreender”, contou ao CM antes da sessão. Mais de duas horas depois, era um homem feliz: “Superou todas as expectativas em relação aos efeitos especiais que são, nitidamente, melhores. Mas há um aspecto a registar: a mensagem do filme pode não chegar a toda a gente porque, além de não ser clara, requer que a pessoa domine a informática”.
Ana Rita tem 18 anos e foi com uns amigos à antestreia. “O primeiro foi fantástico, estou à espera que este seja melhor”, revelou. E, no final, não se enganara: “Em termos de acção é muito melhor. Superou todas as minhas expectativas mas o final deixa--nos em suspenso”, afirmou.
Entre a legião de adeptos desta trilogia, encontravam-se também os gémeos Luís e João de Castro, de 30 anos que, curiosamente, assistiram ao primeiro “Matrix” também numa sessão para convidados.
E estavam de acordo: “Superou as nossas expectativas. Os efeitos especiais estão muito bem conseguidos e as cenas da auto-estrada e das perseguições são simplesmente espectaculares. A história está mais bem elaborada e as mensagens passaram bem”.
Tal como o CM pôde, então, constatar, à saída as opiniões eram unânimes no que se refere à grandiosidade dos efeitos especiais visuais.
Mas houve quem, para além de poder ver “Matrix Reloaded” três dias antes da generalidade do público, tenha sentido outras emoções: João Paulo, de 27 anos, e a namorada, Catarina Silva, de 22, por exemplo, confessaram-se “inquietos” por irem ver cinema no Pavilhão Atlântico. Queriam ver como estava o recinto organizado, qual a qualidade da imagem e do som (que não desiludiu) e como seria estar no meio de tanta gente. E viram, sentiram, aplaudiram... e gostaram.
Lá dentro, os vários milhares de lugares disponíveis, foram completamente preenchidos. Como se estivesse num qualquer concerto, a assistência foi ao rubro e, num rasgo de entusiasmo, aplaudiu a produção no início e no final. E todos saíram visivelmente satisfeitos.
DIMENSÃO ASTRONÓMICA
Neste segundo filme da série “Matrix” (que, em 1999, arrecadou quatro Óscares de Hollywood) destaca-se não só a prestação de Keanu Reeves – que veste a pele de Neo, o messias predestinado a salvar o Mundo –, Laurence Fishburne (Morpheus) e Carrrie-Anne Moss (Trinity). É uma película cuja acção se pauta por várias surpresas, entre as quais o facto de Matrix ter uma dimensão astronómica ou de, a certa altura, o telespectador ter a sensação que foi conduzido para uma “rave” quando centenas e centenas de figurantes desfilam pelo ecrã numa alegre dança que recorda os ritmos africanos. De salientar ainda a impressionante perseguição na auto-estrada.
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