Intérprete de 'Morangos com Açúcar' e 'Queridos Papás' dáo corpo a várias personagens na nova produção da Companhia de Teatro de Almada
Erica Rodrigues integra o elenco da mais recente produção da Companhia de Teatro de Almada. 'O futuro já era', da escritora suíça Sibylle Berg, é levado à cena no Teatro Joaquim Benite pela mão do encenador alemão Peter Kleinert. O resultado é um murro no estômago, em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite.
Este espetáculo mostra-nos uma realidade bem assustadora. Jovens sem-abrigo, seres humanos implantados com chips - para serem controlados pelas autoridades -, espaços abandonados ocupados por piratas informáticos que tentam, sem sucesso, provocar uma revolução mundial...
Erica Rodrigues - Não estamos longe desta realidade... Quando leio a peça concluo que o futuro já é. Na realidade, o futuro é aquilo que o ser humano quiser. Quando falamos de sociedade tendemos a distanciarmo-nos dela, mas a verdade é que somos nós quem a construímos, através das nossas escolhas. Somos, ao mesmo tempo, vítimas e responsáveis por aquilo que acontece. Sobre o espetáculo, de vez em quando acho que é bom apanhar com estes baldes de água fria. Em vez da alienação, a consciencialização.
Tem feito muito teatro?
Felizmente, sim. Aqui no Teatro de Almada tenho estado a fazer pelo menos uma peça por ano desde 2018. E adoro esta casa, que tem uma equipa fantástica, com a qual apetece trabalhar. E é o meu terceiro espetáculo com o Peter Kleinert, com quem já estabeleci grande cumplicidade.
Também a temos visto em televisão. No 'Queridos Papás'...
Sim, que terminou agora. Integrei o elenco adicional da novela, com uma personagem chamada Joana, que fazia par com o Samuel Alves e que acompanhou os nove meses de gravação. Era uma mulher rica, muito louca. Uma mulher que se entretinha a colecionar amantes, muito sexual e bem disposta, mas que, por causa dessa faceta sedutora, deixava o marido sempre em tensão.
Completamente diferente do que fez nos 'Morangos com Açucar'?
Sim. Completamente. Aí faço de mãe adotiva da Beatriz Frazão. Uma mãe muito 'cool', com uma ideia muito clara de família, com o desejo de estrutura. Foi muito giro passar de um registo para outro, assim tão depressa.
Já a reconhecem na rua?
Sim, é estranho. Não estou preparada para isso. Sou atriz há 14 anos, mas antes, quando alguém vinha falar comigo, era para me falar de uma peça de teatro que tinha visto. O teatro em Portugal tem uma dimensão pequena. Chega a uma minoria. Agora falam-me de uma personagem de televisão e é um outro mundo. Muito mais gente me vê. Fico um nadinha acanhada quando me elogiam.
Faz parte da profissão?
Claro. Mas faz-me pensar na minha responsabilidade enquanto artista. Sinto a responsabilidade não romantizar a profissão. É que não faz sentido. Não gosto da divisão entre o ator e o público. Não é fértil. Existe um encanto pela profissão do ator que a coloca numa dimensão pouco real. Eu prefiro colocá-la numa zona de simplicidade e normalidade. O glamour que se gera em torno da profissão é uma idealização que não me serve. Ser atriz não faz de mim nem mais nem menos. Também tenho contas para pagar.
Tem novos projetos em televisão?
Sim, mas é cedo para falar deles. Vem aí uma série, para a TVI. Vou fazer uma personagem semelhante a algo que já fiz, mas ainda estamos na fase de saber datas e não tenho o argumento na mão. Aceitei o convite de imediato porque conheço a equipa e são pessoas com quem adoro trabalhar.
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