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Correio da Manhã

Cultura
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Falando de encastes

Lá estarão os melhores ginetes de Portugal no Campo Pequeno.
João Aranha 25 de Fevereiro de 2015 às 15:40
Corrida de toiros do Correio da Manhã, no ano passado, no Campo Pequeno
Corrida de toiros do Correio da Manhã, no ano passado, no Campo Pequeno FOTO: João Miguel Rodrigues

Pela voz do seu diretor de atividades tauromáquicas, Rui Bento Vasques, a empresa do Campo Pequeno acaba de anunciar quais as ganadarias, toureiros e forcados que irão compor os cartéis (para já, obviamente, bem rematados) que irão estar presentes na nossa primeira praça durante a temporada 2015.

Como seria de esperar, tendo até em vista o tipo de espetáculos que hoje predomina em arenas nacionais, lá estarão os melhores ginetes de Portugal (de entre os mais veteranos e também os mais jovens), as duas mais brilhantes estrelas do rejoneo, dois consagrados matadores espanhóis e um francês (para dar nota positiva às corridas mistas), grupos de forcados de inegável prestígio e ganadarias de comprovada valia e de cunho maioritariamente tourista, como o próprio anunciou.

Foi exatamente esta tecla que me levou a debitar estas linhas, depois de uma prévia análise dos nomes das ganadarias anunciadas e de confirmar as características dos respetivos encastes a partir das fontes de informação de que disponho. Por mera curiosidade pessoal e também porque (estarei enganado?) penso que essa qualificação, inegavelmente válida para o aficionado mais entendido, dificilmente chegará, no essencial, ao espectador comum do Campo Pequeno (e afinal de muitas outras praças de Portugal e não só) que não dispõe dessa formação e informação. E sem pretensão de dar nota de sabedoria pessoal (até porque esse conhecimento se colhe dos contactos e dos livros), acabei por concluir que da lista apresentada há predominância do encaste Parladé (Pinto Barreiros, Luís Rocha, Ribeiro Telles, Grave, Varela Crujo), que melhor serve o toureio a cavalo, pelo seu tipo morfológico e modo de investida, enquanto que as excepções (Atanazio e Santa Coloma-Castro e Vinhas) serão de facto as mais touristas, ficando para o toureio a pé os da linha Domecq (Falé Filipe e outra a designar).

Como nisto dos toiros há muita semelhança com a qualidade dos melões, que só se conhece depois de os abrir, que me desculpem os aficionados mais entendidos, e os outros, se me enganei, esqueci algum nome ou falhei no meu propósito.

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