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Estradas cortadas obrigam bombeiros a entregar bens na Golegã

No Ribatejo, a água subiu e deixou uma aldeia isolada. Com a estrada alagada, só autotanques e tratores circularam.

04 de fevereiro de 2026 às 01:30

As cheias na zona de Santarém deixaram, esta terça-feira, a aldeia de Pombalinho (Golegã) totalmente isolada. A água inundou a estrada, tornando impossível a passagem de viaturas ligeiras. Só os autotanques dos bombeiros e alguns tratores conseguiram sair em direção a Reguengo do Alviela.

Ao volante de uma viatura dos bombeiros de Pernes, José Montez faz a travessia da estrada que liga Pombalinho a Reguengo de Alviela, Santarém, como se conduzisse um barco. O “trabalho passa por transportar as pessoas e a recolher bens de primeira necessidade”, explica ao CM enquanto olha para a estrada, que está coberta de água. Mal se vê a faixa de rodagem e isso torna impossível a travessia com outros meios.

Os tratores maiores também passam. Mas todo o cuidado é pouco. “Embora a população esteja habituada é uma grande incerteza. Não sabemos se vai chover muito e se a água vai subir”, explica o bombeiro que faz a travessia desde manhã cedo. O conselho é nunca arriscar. “Não circular nas áreas alagadas. Muitas vezes a estrada parece que dá para passar mas há bermas muito fundas. É um perigo”, remata.

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