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Luís Ismael: "Fiz hipoteca para fazer filme" (COM TRAILER)

Luís Ismael, realizador da trilogia ‘Balas e Bolinhos’, vê o terceiro filme chegar ao pódio dos mais vistos em Portugal. Mais de 235 mil já viram

28 de outubro de 2012 às 01:00

Correio da Manhã - ‘Balas e Bolinhos 3' é o terceiro filme português mais visto de sempre. Imaginava este sucesso?

Luís Ismael - Acreditava que podia chegar longe, mas tinha as expectativas algo refreadas. As pessoas tendem a ficar em casa e a não ir às salas. Mas sempre acreditei nas virtudes cómicas do filme. E imaginei chegar aos 200 mil espectadores.

- Que ingredientes tem o filme?

- Além da vertente de comédia, comunica com os militantes dos dois primeiros filmes. Conheço uma senhora que vivia na Suíça e vinha cá de seis em seis meses e ia à Fnac comprar muitos DVD dos ‘Balas 1 e 2' para levar e quando os DVD acabaram começou a fazer cópias. É um filme genuíno que não dá lições de moral, fala como as pessoas todas falam e retrata a realidade de Portugal.

- Tornou-se um cineasta de culto.

- O filme é de culto. E agrada a pessoas de todos os estratos sociais e a miúdos e pessoas de 80 anos. O filme é muito honesto, não quer ganhar prémios, quer divertir.

- O primeiro filme foi feito quase sem dinheiro. E os dois últimos?

- O primeiro foi com pouquíssimo dinheiro e no segundo, depois de levar com muitos ‘não', conseguimos que a Lusomundo distribuísse cinco cópias. Mas precisávamos de 50 mil euros para transformar o filme digital em fita de 35 milímetros... Como não tinha dinheiro, fiz uma hipoteca à casa para fazer o filme. Este último foi já através do capital da Lightbox, produtora que tenho com o Joaquim D. Duarte, e custou 500 mil euros.

- Já está livre da hipoteca?

- Sim, já consegui.

- O quarteto de actores - Luís Ismael, Jorge Neto, J.D. Duarte e João Pires - do filme original manteve-se até ao fim...

- Sim, temos boa química. E pensámos: vamos fechar isto em grande e dar ao ‘Balas' um final de festa. Há cinco anos, fomos uns dias em retiro para a Galiza e estivemos lá fechados, de telemóveis desligados, e decidimos avançar. E ainda bem...

PERFIL

Luís Miguel da Rocha Ferreira nasceu no Porto há 41 anos e escolheu Ismael como nome artístico em homenagem ao pai, já falecido. Apaixonado pelo cinema, e depois de trabalhar em várias produtoras audiovisuais, fundou há sete anos a sua própria empresa, a Lightbox. Realizou o primeiro ‘Balas e Bolinhos' há 11 anos.

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